quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014 04:55h Atualizado em 27 de Fevereiro de 2014 às 04:58h. Pollyanna Martins

Atendimento prioritário foi negado no Pronto Socorro

Paciente tem atendimento de urgência garantido por lei, mas não recebeu consulta adequada na unidade de saúde.

Carteirinha emitida pelo Hemominas, que garante atendimento de urgência para pacientes portadores de anemia falciforme, não serve no Pronto Socorro de Divinópolis. A dona de casa, Vera Lúcia Ribeiro Félix, viveu momentos de revolta na noite da última terça (25) quando procurou atendimento no Pronto Socorro para o filho, Wilker Vinícius Ribeiro Felix, de 28 anos. O jovem sofre de anemia falciforme desde o seu nascimento. Em consequência disto, o rapaz recebeu o Cartão de Identificação para Doença Falciforme, garantido através da Portaria No 1018/GM DE 1º DE JULHO DE 2005.
Na noite do dia 25/02 o rapaz começou a sentir fortes dores no tórax e a mãe o levou para o Pronto Socorro. Chegando por volta das 22h30, apresentou o cartão de identificação que garante atendimento de urgência. Porém os funcionários que estavam de plantão ignoraram o documento e colocaram Wilker para aguardar atendimento como um paciente comum. O rapaz só foi atendido por volta de meia noite e vinte. “Não é a primeira vez que acontece essa situação. Os enfermeiros que fizeram a triagem não leram a carteirinha e o colocaram na fila como uma pessoa comum, e ele não pode esperar na fila.”
Segundo a dona de casa, uma das médicas que estava de plantão se recusou a atender o jovem, pois estava em horário de descanso. “A médica entrou e foi descansar, ele ficou aguardando até o próximo médico atendê-lo. O médico que o atendeu não sabia quais procedimentos que tinha que fazer, porque ele tem a anemia. Além de não saber o procedimento, nos tratou muito mal”, lamenta.
Durante o atendimento o médico orientou o rapaz a ir o Hemominas, mas segundo Wilker, os médicos da fundação disseram que em caso de dor ele deve procurar o Pronto Socorro, pois só no local ele iria receber o tratamento adequado.  “O médico me perguntou quais remédios eu tomava, e quais remédios eu tomava no Pronto Socorro quando eu estou com dor. Mas ele não quis me internar, passou uma receita de remédios que iriam tirar a dor, mas eu fui embora e não melhorou. Muito pelo contrário, a falta de ar aumentou”.
Como a situação se manteve, o rapaz voltou na manhã desta quarta (26) para tentar nova consulta. Quando chegou ao Pronto Socorro, o médico plantonista pediu os exames necessários para fazer tratamento. Após a realização de exame de sangue, urina e raios-X do tórax, Wilker foi diagnosticado com princípio de pneumonia. “Só hoje que eu comecei a melhorar. Eu fui a primeira consulta do dia e o médico, quando me viu, já pediu os exames e a internação. As dores que eu sinto são muito intensas, só hoje recebi o tratamento certo”.
Wilker está internado no Pronto Socorro de Divinópolis e aguarda vaga no Hospital São João de Deus. A Prefeitura Municipal de Divinópolis disse, por meio de sua assessoria, que todo paciente que dá entrada no serviço de atendimento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é cadastrado em um protocolo. Com isso o programa já prioriza os atendimentos.
Pessoas com prioridade, automaticamente são colocadas na frente. Em específico no caso do rapaz foi verificado que ontem (25) ele deu entrada na UPA Central, foi atendido e liberado. Hoje (26) pela manhã voltou ao pronto atendimento, foi internado em observação onde está recebendo toda a medicação necessária.

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