terça-feira, 23 de Setembro de 2014 05:54h Atualizado em 23 de Setembro de 2014 às 05:59h. Pollyanna Martins

Bairro Eldorado continua com problemas na coleta de lixo

O bairro Eldorado amarga com o descaso do poder público há mais de 28 anos.

Os moradores do bairro já relataram em outras reportagens à Gazeta do Oeste, as dificuldades que têm em morar sem infraestrutura em um local que parece estar abandonado.
O problema com a coleta de lixo se agrava a cada dia e traz mais desconfortos aos moradores que não têm rede de esgoto, calçamento e ainda precisam conviver com insetos, animais peçonhentos e mau cheiro. Desde janeiro deste ano os moradores reclamam do lixo espalhado e da falta de limpeza dos lotes.
Segundo a costureira, Marta Inês Pereira, a coleta de lixo é feita apenas uma vez por semana e com isso a sujeira fica espalhada em vários pontos do bairro. “Aqui aparece muita cobra, muita aranha, rato, barata. A gente já pediu para os moradores colocarem o lixo só na terça-feira, mas como que fica com lixo da semana toda acumulado na porta da cozinha, ou no terreiro? A gente já pediu na Via Solo para colocar pelo menos na segunda-feira e na sexta-feira, mas nos falaram que é a Prefeitura que autoriza”, indaga.
A costureira mora no bairro há 28 anos e relata que nunca viu nenhuma melhoria no local. “Isso aqui parece uma roça, não tem meio fio, não tem esgoto, é tudo fossa, água suja escorrendo no meio da rua. A iluminação pública é ligada no transformador da Dibrita”, denuncia.
Além do problema da coleta de lixo, a moradora reclama que o lixo se acumula nas ruas do bairro. Conforme Marta, como na região tem muitos sítios, os visitantes produzem grande quantidade de resíduos durante os finais de semana e jogam nas ruas. “Para baixo do mata burro dá até medo de entrar, porque agora eles estão jogando tudo lá. A Prefeitura não manda ninguém para limpar, para ver como que está a situação. Nós estamos abandonados e pagamos as contas igual aos moradores do Centro. Tem 50 anos que esse loteamento foi aberto e está do mesmo jeito.”

 

 

 

 

PROTESTOS
Os moradores do bairro já passaram por situações bem inusitadas este ano. Em janeiro, um boi caiu em um buraco de um lote no bairro, morreu e não foi tirado do local. Após quatro dias, não suportando mais o mau cheiro que tomava conta do lugar, os próprios moradores puseram fogo no animal. “A gente tem que resolver as coisas por nós mesmos aqui. Em maio quiseram mudar o horário do ônibus, enquanto nós não paramos o ônibus aqui e protestamos, não conseguimos o antigo horário de volta. Tudo é a gente que tem que se virar para resolver”, ressalta.
A costureira reclama também da poeira que toma conta das casas, porque o bairro não tem calçamento. “Sem contar essa poeira, quando o motorista de ônibus é educado não sobe tanta poeira. Aqui a gente fica desajeitada, na seca é essa poeira, na chuva é barro, os ônibus nem aqui vêm”, acrescenta.

 

 

 

 

 

PREFEITURA
Nossa reportagem procurou a Viasolo e a empresa alegou que a coleta de lixo é feita duas vezes por semana, mas como os moradores denunciaram ser apenas uma, o procedimento de coleta de lixo será apurado para averiguar possíveis irregularidades. Quanto à limpeza das ruas do bairro, não conseguimos uma resposta da Prefeitura de Divinópolis devido ao horário.

 

 

 

 

Crédito: Pollyanna Martins

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