terça-feira, 24 de Novembro de 2015 10:02h Mariana Gonçalves

Brita e Areia pesam mais no orçamento de materiais para construção na cidade

O levantamento de preços de materiais de construção feito pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (Nupec) - ligado à Faced, em Divinópolis, pesquisou, no mês de outubro, dezesseis estabelecimentos que comercializam materiais básicos de construção na cidade

Os itens pesquisados foram: cal, cimento, preço do metro cúbico da área, preço do metro cúbico da brita e tijolo cerâmico com oito furos. Conforme esse levantamento, os itens que registraram as maiores variações de preços entre os depósitos de construção da cidade, foram a brita número 1, com a variação de 127% e areia grossa, com 76%.
O preço do cimento demonstrou uma dispersão entre o preço máximo e mínimo de 11%, sendo que o maior preço encontrado para o saco de 50 kg do cimento foi de R$21 contra R$19 para o menor preço.

 

MERCADO

Segundo material divulgado no portal online Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), em outubro, o índice que mede a confiança do empresário construtor mineiro alcançou 27,3 pontos, mostrando retração de 2,7 pontos na comparação com setembro (30,0 pontos) e redução de 12,9 pontos em relação a outubro do ano anterior (40,2 pontos). Há 19 meses consecutivos este indicador encontra-se abaixo da linha divisória de 50 pontos, evidenciando as dificuldades no setor.
Ainda segundo material do Sinduscon- MG, o resultado de outubro é o pior da série histórica, iniciada em fevereiro/2010. O indicador nacional também mostrou a perda da confiança do empresário da Construção, registrando 34,4 pontos.
O índice de condições atuais da economia continua em patamar muito baixo, alcançando 21,6 pontos em outubro e apresentando redução de 2,9 pontos na comparação com o indicador de setembro (24,5 pontos). A maior queda em relação à pesquisa anterior foi da condição atual da própria empresa (23,5 pontos), que diminuiu 4,7 pontos.
A condição atual da economia nacional (16,6 pontos) mostrou relativa estabilidade em relação ao mês anterior, enquanto a do estado (18,6 pontos) registrou alta de 1,3 pontos. Esses resultados permanecem abaixo do patamar de 30 pontos, demonstrando que a percepção de deterioração das condições de negócio nos últimos seis meses permanece muito intensa e disseminada.
As expectativas continuam pessimistas (30,2 pontos em outubro) e se agravaram na comparação com a pesquisa de setembro (32,7 pontos). O recuo de 6,3 pontos em relação à empresa (31,7 pontos em outubro) influenciou a queda no indicador. As perspectivas em relação às condições da economia brasileira (25,8 pontos) e de Minas Gerais (27,7 pontos) para os próximos seis meses continuam pessimistas.

 

 

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