sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015 10:23h Mariana Gonçalves

Cadastro do programa Bolsa Família deve ser atualizado até o dia 16

Dados incompletos farão com que a família perca o benefício concedido pelo governo federal

Os beneficiários do Programa Bolsa Família devem ficar atentos ao prazo para atualização do cadastro. A ação é importante porque evita principalmente que o benefício seja cancelado. Os dados correspondem ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e a atualização deve ser feita até o próximo dia 16, com documentos pessoais do titular do cadastro e dos demais integrantes da família.
Muitos beneficiários já foram notificados da atualização por meio do extrato de pagamento da bolsa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dos 1,2 milhão de beneficiários que devem recadastrar os dados, 709,7 mil já procuraram os gestores do programa. Em Divinópolis a atualização cadastral é feita na Rua São Paulo n° 144, no mesmo quarteirão do Camelódromo.
Em entrevista anterior concedida à Gazeta do Oeste, a diretora de Habitação da Secretaria de Desenvolvimento Social, Liliane Rios Guimarães, disse que sempre orienta as famílias a manterem o cadastro em dia. “Se o filho trocou de escola, que a mãe venha até a secretaria e coloque a nova escola no cadastro. Ou então se a família aumentou ou a renda aumentou, que também sejamos informados”, comentou à época.

 

ATENÇÃO
Quem receber o aviso e não atualizar as informações poderá ter o benefício bloqueado a partir de fevereiro. A revisão é feita todos os anos com foco nos beneficiários que não atualizam os dados no Cadastro Único há mais de dois anos. Quem não recebeu o aviso no extrato de pagamento está com as informações em dia.
Além do Bolsa Família, a falta de atualização do cadastro implica perda de outros benefícios, como a tarifa social de energia elétrica. O Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal é um instrumento que identifica e caracteriza as famílias de baixa renda, entendidas como aquelas que têm renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou renda mensal total de até três salários mínimos.
Esse registro permite ainda conhecer a realidade socioeconômica dessas famílias, trazendo informações de todo o núcleo familiar, das características do domicílio, das formas de acesso a serviços públicos essenciais e, também, dados de cada um dos componentes da família. O governo federal, por meio de um sistema informatizado, consolida os dados coletados no Cadastro Único.
A partir daí, o poder público pode formular e implementar políticas específicas, que contribuem para a redução das vulnerabilidades sociais a que essas famílias estão expostas. Esse programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), devendo ser obrigatoriamente utilizado para seleção de beneficiários de programas sociais do governo federal.


 

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