quarta-feira, 2 de Março de 2016 09:45h Jotha Lee

Câmara coloca em prática plano de redução de despesas

Presidente reduz quota de gasolina e proíbe ligações telefônicas

Em entrevista concedida ao Jornal Gazeta do Oeste no início do mês de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Vasconcelos de Almeida Kaboja (PSL), informou que as dificuldades financeiras enfrentadas pelo município haviam refletido diretamente no orçamento da Câmara. O presidente disse que, para conseguir fechar as contas no final do ano, teria que adotar medidas duras de contenção de despesas. “Esse será um ano de muitas dificuldades. Vamos ter que tomar medidas duras, para que a gente possa fechar o ano com tranquilidade”, afirmou. “Nossa expectativa é péssima, como está todo cidadão brasileiro. Podemos até dizer que estamos em um ano atípico. Como toda a população, sabemos que vai ser um ano terrível, principalmente para as pessoas mais pobres, já que o governo deixou de investir em trabalho. Hoje nós sabemos que de cada cinco pessoas que serão demitidas no mundo, uma é brasileira. Então vai ser um ano muito difícil”, analisou.

 

 


Na primeira reunião ordinária da Câmara esse ano, realizada no dia 11 de fevereiro, Rodrigo Kaboja reafirmou que adotaria medidas rigorosas para conter os gatos. O presidente do Legislativo não ficou somente nas palavras e já colocou em prática seu plano de contenção de gastos. A primeira medida, já vigorando desde o início do ano, reduziu a quota mensal de gasolina para abastecimento da frota utilizada pelos vereadores.

 

 


Até julho do ano passado, o volume de consumo de gasolina era liberado aos vereadores. Cada um abastecia à vontade e, ao final do mês, bastava apresentar um recibo comum como prestação de contas. Diante do cenário econômico, o presidente da Câmara se viu obrigado a frear a gastança. Em julho do ano passado, Kaboja baixou portaria limitando para 250 litros o limite máximo de gasolina que poderia ser utilizado por cada um dos vereadores.

 


De julho até outubro do ano passado, a crise financeira tornou-se ainda mais aguda e o Legislativo teve que apertar ainda mais o cinto. Em dezembro, nova portaria assinada pelo presidente da Câmara, promoveu a segunda redução, em apenas um ano, na quota de gasolina, baixando de 250 para 172 litros mensais, limite que hoje está em vigor.

 

 


TELEFONES
Depois de disciplinar o uso do combustível, Rodrigo Kaboja agora quer mais critério na utilização do telefone do Legislativo. Portaria publicada na edição de ontem do Diário Oficial dos Municípios proíbe as ligações dos gabinetes dos vereadores a partir do telefone fixo para celulares. De acordo com o presidente, a medida foi adotada em razão do custo exorbitante “das ligações originadas pela telefonista da Câmara a pedido dos servidores lotados nos Gabinetes de Vereadores para telefones celulares”. Kaboja também justifica pela necessidade de economizar recursos públicos “para o regular fechamento do exercício financeiro”. A medida, que vale desde ontem, foi tomada por tempo indeterminado.

 

 


Na sessão de ontem da Câmara Municipal, nenhum projeto foi votado pelos vereadores. Com a pauta livre, a reunião se limitou aos pronunciamentos dos parlamentares e o que chamou a atenção foi a decisão da Mesa Diretora de retirar em definitivo o Projeto de Resolução que modificava a estrutura administrativa da Câmara para criar o cargo de procurador adjunto. O projeto foi retirado sem maiores explicações.

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