terça-feira, 10 de Novembro de 2015 09:04h Atualizado em 10 de Novembro de 2015 às 09:06h. Mariana Gonçalves

Caminhoneiros realizam mobilização na MG-050, em Divinópolis

Teve início nessa semana, nas rodovias do Estado, a segunda paralisação dos caminhoneiros. No dia de ontem, foram bloqueadas a BR-381, em Igarapé (Região Metropolitana de Belo Horizonte), a BR-262 e a BR-040

Um grupo de motoristas iniciou também uma mobilização na MG-050, na altura do KM 97,5 (Próximo ao Auto Posto Marçal). Nossa equipe de reportagem esteve no local e conversou com um dos participantes do movimento. O motorista autônomo, Fabiano Pereira, destaca que as reivindicações da categoria giram em torno de melhores condições de trabalho. “As rodovias do Brasil estão todas danificadas, além disso, pedimos melhorias no valor do frete, que está muito baixo. O diesel está só 'subindo' e nada de melhorar para nós”, afirma.
Fabiano contou ainda que, da primeira mobilização feita pela categoria, no inicio do ano, o Governo Federal chegou a prometer algumas mudanças, mas, segundo ele, até o momento as promessas ficaram apenas no papel. “Há sete meses, quando fizemos as paralisações, foram prometidas melhorias no frete, como por exemplo, ele seria tabelado por eixo e o diesel ia 'congelar', mas aconteceu ao contrário, o diesel aumentou e o frete abaixou”, pontua.
Está sendo liberado o trânsito de caminhões que transportam cilindros de oxigênio para hospitais, bem como caminhões cujas cargas sejam de alimentos perecíveis. Até então, o movimento não tem previsão para acabar.
Durante a tarde de ontem, caminhoneiros também iniciaram paralisação na BR-494, em Divinópolis.

 

 

SINDICATOS

Em nota divulgada no portal http://www.setcemg.org.br, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Minas Gerais (Setcemg), entidade representativa da categoria econômica das empresas de transporte rodoviário de cargas, deixa claro que não apoia o movimento de greve dos caminhoneiros, que tem por objetivo a paralisação das vias, estradas e rodovias e o desabastecimento. Segue trecho na íntegra do comunicado postado pelo sindicato. “A entidade respeita o direito constitucional de livre manifestação e reivindicação de toda a sociedade e de cada indivíduo em particular, porém não endossa as manifestações ilegais e que não respeitam o direito coletivo, promovem o desabastecimento, impedem o livre direito de circulação, acesso aos bens e serviços públicos e causam transtornos a toda a sociedade.”
A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos afirmou, em nota, que não concorda com a greve, já que a pauta não tem relação com os problemas específicos da categoria. A União Nacional dos Caminhoneiros também informou que discorda dos bloqueios.

 

Créditos: Mariana Gonçalves

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