segunda-feira, 26 de Setembro de 2016 12:34h HSJD

Campanha para Doação de Órgãos é realizada pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do HSJD

Ação social será realizada no estacionamento da instituição nos dias 26, 27 e 29 e faz parte das atividades da Campanha “Setembro Verde”

Conscientizar a população sobre a importância de ser um doador de órgãos e incentivar essa prática com uma postura pró-ativa dos familiares, esse é o objetivo do  “Setembro Verde’’.
Com o intuito de participar desse esforço, o Hospital São João de Deus, por meio da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante - CIHDOTT realizará nos dias 26, 27 e 29 de setembro, das 14h30min. às 16 horas, uma ação social no estacionamento do hospital para despertar junto aos pacientes, acompanhantes e visitantes a importância de discutir esse tema nos dias atuais.

Com a participação dos alunos da Escola de Enfermagem, serão prestadas informações a cerca do assunto, além de oferecer serviço de aferição de pressão arterial.

De acordo com a psicóloga da CIHDOTT, Cláudia Geralda Graciano, a maior resistência pela doação de órgãos é por parte dos familiares, justamente pela falta de diálogo, que por muitas vezes impede que os transplantes sejam realizados. ‘‘Hoje o maior número de negativas de doação é por falta do paciente conversar com seus familiares e dizer se ele quer ser um doador ou não. Só a família pode autorizar que sejam doados os órgãos e muitas vezes quando a família não tem essa conversa com o ente, após o óbito eles não se sentem a vontade para fazer a doação. Se isso é discutido anteriormente, eles se mostram prontos e isso facilita para eles decidirem sobre essa atitude em favor do próximo’’.

A ação ainda dará oportunidade para que a Comissão divulgue o trabalho realizado no Hospital São João de Deus, destacando os serviços que são oferecidos pela instituição que é referência na retirada de órgãos para doação. ‘‘Destacaremos que somos uma instituição captadora e que também é importante, por mais que seja difícil, falar sobre a doação de órgãos com familiares. E para falar sobre a doação, nós vamos falar também sobre a morte, que é um assunto muito importante e necessário discutir nos dias de hoje, embora fosse evitado falar muito sobre’’, disse a psicóloga.

Por fim, Cláudia orienta sobre a importância do diálogo em família para facilitar a doação de órgãos. ‘‘Quem tem desejo de ser doador, converse com seus familiares sobre essa intenção. Isso vai facilitar uma tomada de decisão por parte deles e é importante porque a fila de espera por doação voltou a crescer neste último ano’’.

CIHDOTT
A CIHDOTT é composta atualmente por 4 pessoas, sendo uma coordenadora (Drª Ana Paula Coimbra Israel), uma enfermeira (Elaine Cristina Silva Fonteboa), uma psicóloga (Cláudia Geralda Graciano) e uma secretária (Maira Cristina Santos de Oliveira).
Dentre as diversas atividades desenvolvidas pelo setor destaca-se a organização do processo para a captação de órgãos identificando melhor os potenciais doadores, promoção de uma entrevista familiar mais adequada com o possível doador e melhoria da articulação do Hospital com a respectiva Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos – CNCDO.
Hoje o Hospital São João de Deus é credenciado para fazer a abordagem junto aos familiares e retirada de córneas para doação. “O procedimento de doação de múltiplos órgãos é um processo de uma cirurgia normal e por isso é mais demorado. Então existe uma logística muito maior se comparada a de córneas. Por isso, uma equipe de Belo Horizonte ou São Paulo vem ao Hospital para fazer a retirada”, explica Cláudia. 

Números
De acordo com dados apresentados pelo Ministério da Saúde, no dia 17 de setembro, durante o lançamento do Dia Nacional de Doação de Órgãos na Casa Brasil, zona portuária do Rio de Janeiro, o crescimento no número de transplantes perdeu fôlego com a crise econômica e deve crescer em ritmo menor que o número de doadores. A projeção para este ano é de que o transplante de órgãos sólidos caia de 7.772 para 7.550 em relação ao ano passado. Esta é a primeira queda desde 2005.
Cerca de 42.523 pessoas aguardavam na fila para transplante até 30 de junho deste ano. No ano passado haviam 41.236 pessoas na lista de espera.

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