quarta-feira, 19 de Setembro de 2012 15:59h Luciano Eurides

Campos de futebol de Divinópolis estão sob ameaça

Os campos de futebol da cidade de Divinópolis estão passando por vistoria do Corpo de Bombeiros. São oito campos de futebol, dois já vistoriados e dois já com o projeto de segurança contra incêndio e pânico (PSCIP). Outros deverão receber a presença dos bombeiros nos próximos dias.

 


Em Divinópolis são oito campos considerados estádios, por serem fechados. Waldemar Teixeira de Faria, Bom Sucesso, Pelezinho, Mendes Mourão, Dr. Sebastião Gomes Guimarães, Waldir Coelho, Gecol e Grêmio. O Farião e Bom Sucesso tem o PSCIP, Campo do Palmeiras e Campo do Flamengo foram vistoriados e tem o prazo de 60 dias para se adequarem, os demais serão ainda vistoriados.

 

De acordo com o Corpo de Bombeiros a legislação exige esse PSCIP e acionados pelo Ministério Público a entidade irá visitar os estádios, como esclarece Capitão Joselito, comandante da companhia de prevenção. “Na verdade tanto os estádios de futebol, tanto profissional quanto amador, tem de ter o auto de vistoria dos bombeiros que certifica ter o local as condições de segurança para o público estar nesse local. É uma maneira legal de fiscalizar. Estamos atendendo uma demanda do Ministério Público e do Disque Denúncia Unificado (DDU)”, explicou.

 

Os campos já visitados aparecem diversas situações. “Há estádios notificados e outros serão. O primeiro passo para eles é a contração de um engenheiro civil que conhece as normas estaduais de prevenção e pânico e ele será o interlocutor” avisou capitão Joselito e acrescentou. “A legislação prevê um prazo de 60 dias após a notificação e até mesmo a prorrogação desde que não fiquem inertes, devem iniciar o projeto de adequação e ao longo do processo vai-se prorrogando dentro da evolução desse processo”, ponderou.

 

As normas são as mesmas para todos os estádios, mas nem todos possuem as mesmas condições físicas e a cada uma deve ser proposta uma alteração. “Existe uma série de situações para serem analisadas, isso não é feito com critério técnico”, alertou o comandante.

 

Os itens mais complicados são a instalação de hidrantes e pára-raios, de acordo com a legislação o hidrante somente será necessário caso a área construída seja maior que 750m² e no caso dos pára-raios onde há iluminação com jogos noturnos, podendo os clubes optarem em usar o campo apenas com luz do dia, o que atende as necessidades das escolinha de futebol.

 

O Bom Sucesso teve de se adequar colocando quatro lâmpadas de emergência, dois extintores de incêndio e duas placas de sinalização. Considerando o espaço menor em consideração aos demais campos da cidade.  Os clubes alegam não ter condições financeiras para contratar o engenheiro e pagar a taxa de entrada do processo, o medo também é de haver acréscimo na contribuição de cada aluno, isso poderia levar os atletas a deixarem as equipes.

 

ENTENDA O CASO

 

No ano de 2011, às vésperas da final do Campeonato da Liga Municipal de Desportos de Divinópolis (LMDD) na categoria júnior, envolvendo Sport e Tupy de Carmo do Cajuru. Na oportunidade houve uma vistoria no estádio Batista Leite, Campo do Sport, onde havia a construção de uma quadra e foi interditado. Após esse fato a denúncia foi contra o estádio José Marra da Silva, o Campo do Tupy.

 

Um ano se passou e o Ministério Público, provocou os bombeiros para vistoriarem os campos fechados.
Os campos abertos como Jusa Fonseca, União Belvedere, Campo do Planalto, Caldeirão do Diabo no Candelária e outros não serão vistoriados.
 

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