sexta-feira, 30 de Outubro de 2015 10:35h Atualizado em 30 de Outubro de 2015 às 10:37h.

Câncer de Mama

O câncer de mama é o mais frequente nos países desenvolvidos. Estima-se que, uma em cada dez mulheres, uma irá desenvolver câncer de Mama em alguma etapa de sua vida

Hoje em dia, é considerada a principal causa de morte na população feminina no Brasil e no mundo.
Com o aumento de incidência,  o diagnóstico precoce tem sido a maior importância  através de exames de rotina, mas principalmente da Mamografia, que é capaz de diagnosticar lesões que ainda não são palpáveis.
O Câncer de Mama é uma doença multifatorial,   fatores etiológicos múltiplos, que interagem entre si de formas variadas e ainda não são totalmente conhecidas para produzir a doença.
Na maioria dos casos, fatores genéticos e ambientais trabalham juntos, levando ao aparecimento da doença.
O início do Câncer de Mama é um processo complexo, que pode ser dividido em três fases:

1-Iniciaçao. Eventos desencadeados pela história de vida da paciente, como vírus, fatores ionizantes, fatores químicos ou fatores genéticos envolvidos no processo.

2-Promoção. Após iniciado o processo, estímulos específicos causam o desenvolvimento do tumor, com janelas de risco na promoção do Câncer de Mama na adolescência e na menopausa.

3- Progressão.  Que se refere à capacidade de invadir os tecidos vizinhos e de dar metástase.

     Fatores de risco do Câncer de mama:

*Sexo- o Câncer de mama é mais frequente na mulher do que no homem  (A cada 100 mulheres, um homem apresenta a doença).

*Idade- A incidência do Câncer de Mama aumenta com a idade, o que significa que quanto mais vivermos, maior a nossa chance de ter um Câncer de Mama. Tem sido observado um aumento de incidência em mulheres na faixa entre 80 e 84 anos.

*História familiar- mulheres cujos parentes de primeiro grau (irmã, tias, mãe) tiveram câncer de mama, têm maior risco de desenvolver a doença.

*Menstruação- Antes dos 12 anos ou que não tiveram filhos, ou que têm filhos após os 30 anos, têm maior risco. Ter filhos é fator de proteção. Quanto mais filhos, maior a proteção. A associação da amamentação como fator de proteção para o câncer de mama tem sido limitada e inconsistente. Não tem sido observado um aumento de incidência nas usuárias de anticoncepcionais orais, sendo questionado apenas no uso em idade muito precoce.
*Outros fatores- radiações ionizantes, álcool, obesidade, vida  sedentária.

*Reposição Hormonal- tema polêmico, mas muito importante. Pela análise global da literatura, podemos afirmar que a prescrição de doses fisiológicas de estrogênios, como é feita na Reposição Hormonal, não aumentam a incidência do Câncer de Mama.

Estrogênios parecem ser apenas uma peça no quebra-cabeça  multifatorial no desenvolvimento do Câncer de Mama e, aparentemente não oferecem risco maior de indução do Câncer de Mama. Estudos recentes apoiam a conclusão que o risco é relativo para o surgimento do Câncer de Mama é maior nas usuárias da combinação estrogênio-progesterona de forma contínua.

                                                    Sinais do Câncer de Mama
*- Alterações no formato da Mama (depressões, retrações na pele)
*- Alterações do mamilo (Espessamento da pele, descamação do mamilo, umbilicação do mamilo. endurecimentos)
*Secreções pelo mamilo, vermelha como sangue, marrom ou transparente como água.
*- Nódulos ou áreas endurecidas, vermelhidões na pele.
*- caroços nas axilas.
O Câncer de Mama é uma doença grave, mas que pode ser curada.
Quanto mais cedo for diagnosticada, maiores as chances de cura. 
Quanto maior o tumor, menores as chances de cura, daí que o autoexame tem importância secundária, pois se o tumor já é palpável, não é considerado mais como doença inicial. A mamografia continua sendo o método de escolha para a detecção precoce do câncer de mama. Por isso, é importante que as mulheres sigam a  recomendação de realizar mamografias periódicas, independente de apresentarem algum sinal ou sintoma.

 

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