segunda-feira, 11 de Novembro de 2013 05:45h Simião Castro

Canto Gregoriano no fim de semana de Divinópolis

Grupo de ex seminaristas participam de missa festiva cantando estilo musical do século VI

Neste domingo Divinópolis recebe integrantes do Encontro Franciscano de Ex Seminaristas (Enfrades), de Santos Dumont – na Zona da Mata mineira – para uma missa no Santuário, às 19h30. Mais do que participar da missa e cantar no coral neste dia, a vinda dos ex seminaristas marca um encontro entre amigos.

 


Isso porque, como conta o ex seminarista e proprietário de uma sorveteria, Francisco Lemos, uma das principais características dos franciscanos é a vida em comunidade. A celebração dessa comunidade, formada ainda no seminário, já dura 37 anos. E no domingo esses amigos vão comemorar os laços criados há tanto tempo da forma que os franciscanos mais gostam: cantando.
A missa especial, com a presença do Coral Enfrades – que ensaia à distância até via internet – trará outra das características da ordem. A alegria. Francisco ressalta que o cultivo da alegria sempre foi hábito de seu homônimo honorário: São Francisco de Assis – que ao que consta, pediu para que cantassem e cantou em seu próprio leito de morte.

 


Humilde, como São Francisco, o ex seminarista afirma que quem for assistir à missa no domingo não verá nada além de um grupo de amigos. “Não precisa pensar que é excepcional. É gente que se reúne, sabe cantar o canto gregoriano, e vão cantar”, simplifica.

 


No entanto, este tipo de canto é tido como um dos mais belos já criados. Geralmente não tem acompanhamento instrumental, sendo que a harmonia é feita apenas por diferentes linhas melódicas vocais. Leva esse nome porque, no século VI, os cantos foram selecionados e adaptados por Gregório Magno para serem utilizados nas celebrações religiosas da Igreja Católica. E era o único admitido na liturgia da igreja antigamente.

 


Deverão vir a Divinópolis por volta de 35 a 40 ex seminaristas que, além de celebrar a união e o companheirismo, pretendem compartilhar com quem estiver presente na missa desse sentimento de comunidade e fraternidade. “Os franciscanos não vivem isolados”, destaca Francisco.

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