quinta-feira, 18 de Junho de 2015 10:32h

Capacitação para driblar crise será promovida pela Acid

A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC), está organizando a palestra “Como crescer em momentos de crise?”, com o professor da FDC Leonardo Teixeira, que tratará sobre os desafios vividos pelas empresas frente à atual crise enfrentada pelo país. O evento será no dia 14 de julho, às 19h30, no auditório da sede da Fiemg Regional Centro-Oeste.

Em maio, ocorreu o 1º Encontro Empresarial do Centro-oeste de Minas, que teve como objetivo discutir a gestão empresarial e seus reflexos no desenvolvimento econômico do Centro-Oeste mineiro. Esse encontro inaugurou uma nova etapa da Acid, que é o início de um movimento em prol da retomada do crescimento de Divinópolis e região. Dando continuidade à integração e capacitação empresarial, o evento do dia 14 trará oportunidade de nivelamento e atualização para os empresários.

SEM DESANIMAR

Uma pesquisa do Instituto Ibope, realizada no mês de maio em 141 cidades, revela que 36% dos brasileiros estão pessimistas em relação ao futuro do país, e outros 12% estão muito pessimistas. Ou seja, 47% da população está sem esperança sobre o que virá. É o pior resultado desde 2001, ano do apagão, quando o racionamento de energia trouxe o medo para o país.

Atualmente, 20% estão confiantes, e uma parcela de 28% não se diz nem otimista e nem pessimista. O estado de ânimo atual não chega a surpreender, diante dos escândalos de corrupção e a crise econômica que afeta o cotidiano dos brasileiros. Quando a avaliação leva em conta o poder de compra e a região dos entrevistados, os nordestinos e os de menor poder aquisitivo lideram o pessimismo. No Nordeste, 51% estão pessimistas ou muito pessimistas, contra 50% dos que foram ouvidos no Sudeste, 41% do Norte e Centro-Oeste e 46% do Sul.

Mais da metade (53%) dos que ganham até um salário mínimo está pessimista em relação ao futuro, contra 49% dos que ganham mais de cinco salários. O levantamento ouviu 2.002 pessoas, e mostra que as principais preocupações da população residem na saúde (o mais relevante, segundo 25% dos entrevistados), seguido pelas drogas (14%) e corrupção (13%), seguidos por segurança e educação (9% para cada um).

Confrontados com a frase “o desemprego hoje no país é menor do que no Governo Fernando Henrique Cardoso (FHC)”, 21% dos entrevistados pelo Ibope disseram discordar totalmente dessa afirmação, embora outros 21% concordem. Durante o governo do FHC a taxa de desocupação era de dois dígitos, quase o dobro da atual, mas no dia a dia as pessoas não estão preocupadas com porcentuais de comparação. Os preços em alta são uma preocupação latente dos brasileiros. Para 25% das pessoas, a inflação atual é mais alta do que nos anos de Fernando Henrique, embora a realidade seja o contrário.

A alta de tarifas e da gasolina deu um salto no início do ano, “apertando” a renda dos brasileiros. E ainda que o índice inflacionário oficial esteja na casa dos 8%, para quase metade dos brasileiros a “sensação térmica” é que ela supera esse porcentual: para 18% das pessoas ouvidas pelo instituto ela está entre 9% e 12% e para 19% ela é maior que 12%. A divulgação do PIB negativo (-0,2%) na sexta (12) aumenta a sensação de desalento. Diante da certeza de que o ano seguirá recessivo, dificilmente o pessimismo será revertido no curto prazo.

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