sexta-feira, 23 de Outubro de 2015 09:13h Atualizado em 23 de Outubro de 2015 às 09:19h. Rafael Camargos

Cartão Aliança pela Vida chega à Divinópolis

Divinópolis fez adesão ao programa em 2013 e até setembro, 266 pessoas foram encaminhadas para tratamento

O prefeito, Vladimir Azevedo, e o vice-prefeito, Rodrigo Rezende, assinaram a adesão ao programa Cartão Aliança pela Vida, na Praça Candidés, em Divinópolis, essa semana.
A principal função do programa é proporcionar o tratamento a dependentes químicos de álcool, crack e outras drogas na cidade.
O Prefeito contou que, atualmente, há mais de 3 mil crianças e adolescentes envolvidos em projetos culturais, esportivos e sociais, e ainda relembra o reconhecimento  que o município recebeu ao ser considerado o 35° melhor para se morar, de acordo com pesquisa feita pela revista IstoÉ. De acordo com ele, isto está estritamente ligado aos trabalhos sociais desenvolvidos. “Nós temos na recuperação, o trabalho das comunidades terapêuticas, aí entra o Aliança pela Vida, o CAPSAD, que nós inauguramos este ano”.  Ainda segundo ele, essas instituições realizam um trabalho de reabilitação e de recuperação para as pessoas que querem voltar a ter uma melhor qualidade de vida, por isso, a adesão ao programa Aliança pela Vida. Temos a comunidade terapêutica e o Aliança pela Vida, na parceria com o governo do estado, que paga o leito para as pessoas ficarem nas comunidades terapêuticas, e resolve um grande problema de custeio, que cumpre um papel fundamental nesse tratamento”. Conclui o Prefeito.
Já para o vice-prefeito, Rodrigo Rezende, é gratificante ver pessoas e entidades doando seu tempo, em função destes dependentes químicos. “A droga destrói uma sociedade, e nós queremos, de forma integrada à Polícia Militar, Prefeitura, entidades públicas, sem fins lucrativos, entidades que estão participando, fazer esta integração, para que consigamos fazer uma sociedade mais justa”. Frisa o vice-prefeito.
A Praça Candidés não foi escolhida por acaso, há alguns meses, o espaço estava sendo ocupado por dependentes químicos e traficantes.  E em uma ação conjunta entre a Polícia Militar, Prefeitura e outros órgãos públicos, esta situação se reverteu.  As pessoas foram encaminhadas para tratamento e a Praça Candidés voltou a ser ocupada pela população.
O Presidente da Casa Dia, Rui Faria Campos, falou sobre a importância do cartão Aliança Pela Vida para a instituição, que atende vários dependentes químicos da região. “O cartão Aliança Pela Vida abre as portas para recebermos internos e um recurso, e este recurso é revertido para dentro da comunidade, em formação de profissionais, melhoria da estrutura e em um atendimento mais qualificado”. Ele ainda acredita que o programa trará grandes parcerias no futuro. “É a melhor maneira de convênio, estamos prestando um serviço para o Estado, e o Estado retribui isso com o pagamento, e nós melhoramos as condições de vida dos internos, as condições de atendimento e os profissionais” conclui Rui.

 

PARCERIA
A Prefeitura também disponibilizou um novo espaço para a Associação Maria de Nazaré, que desenvolve um trabalho com crianças e adolescentes no município, e para Eduardo Rivelli, Presidente da Associação, este novo espaço disponibilizado é de grande importância para a entidade. “Esse espaço vai proporcionar mais conforto, mais qualidade no acolhimento, porque a escola que estamos fazendo neste comodato é uma escola boa, que recentemente foi reformada pela Prefeitura, e que todo espaço contribuiu muito para o acolhimento, os adolescentes vão ficar mais bem instalados, inclusive com as questões sanitárias, porque o espaço já está todo pronto para todas as exigências da vigilância sanitária”, termina.

 

COMO FUNCIONA

O Cartão Aliança pela Vida funciona como uma ferramenta do programa criado pelo governo estadual em 2011, coordenado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).
O trabalho começa a ser desenvolvido a partir da adesão das prefeituras e do credenciamento de comunidades terapêuticas ao programa. O serviço é a porta de entrada para que o dependente químico busque o tratamento, e ao buscar, ele será avaliado e caso haja a nescecidade de um acompanhamento médico, o mesmo será encaminhado para comunidade terapêutica, recebendo assim, o valor financeiro e orientação médica, psicológica, educacional e comportamental.
Divinópolis fez adesão ao programa em 2013 e até setembro de 2015, 266 pessoas foram encaminhadas para tratamento.

 

Créditos: Divulgação

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