terça-feira, 16 de Setembro de 2014 05:06h Atualizado em 16 de Setembro de 2014 às 05:08h. Mariana Gonçalves

Casa de acolhimento para mulheres será inaugurada hoje em Divinópolis

A inauguração da Casa Maria Mãe e Mestra, unidade feminina de acolhimento, será comemorada com missa hoje, a partir das 18h, na Rua Gustavo Corsão, nº 691, bairro São Judas.

O espaço integra as diversas ações sob responsabilidade da Comunidade Missão Maria de Nazaré. Segundo o coordenador geral da entidade, Eduardo Rivelly, a casa de acolhimento feminino irá atender adolescentes entre 12 a 17 anos. “Vamos acolher as adolescentes que antes estavam principalmente no abrigo municipal, o qual deixou de existir desde a semana passada, então agora essas meninas passam a ir para o nosso abrigo. Lá temos capacidade de atender até 18 jovens, já estamos com 12 cadastradas.”


Rivelly destaca ainda que as jovens frequentadoras do centro de acolhimento são meninas que passaram por situação de maus tratos ou abandono familiar. “Lá as adolescentes terão uma vida normal à sua idade, frequentam a escola e saem, elas não são privadas de liberdade. Temos um trabalho interno que é feito com psicólogos, assistentes sociais e ainda tem a terapia ocupacional, isso para ajudá-las na superação de possíveis traumas que tenham tido enquanto estavam com a família”, explica.

 

 

DOAÇÕES
De acordo o coordenador da Comunidade, a instituição sobrevive com a ajuda de doações e conta ainda com uma parcela de contribuição do município. “Temos um convênio com a Prefeitura de Divinópolis onde ela nos ajuda com o custeio dos funcionários. Agora em relação à parte de alimentação, contas de água, energia, telefone e materiais escolares, a instituição que cobre por meio das doações que recebemos”, afirma.
Para ajudar, basta ligar (37) 3212-8557. Quem quiser conhecer mais sobre os serviços prestados pela comunidade, acesse www.mariadenazare.com.

PROJETO
O Projeto Mãe e Mestra realiza, por meio da “Casa de Maria Mãe e Mestra” o acolhimento de adolescentes em situação de risco pessoal e social, cujas famílias ou responsáveis se encontrem temporariamente impossibilitados de cumprir sua função de cuidado e proteção. No Brasil, apenas com a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que crianças e adolescentes passaram a ser concebidos como sujeitos de direito, em peculiar condição de desenvolvimento e que o encaminhamento para serviço de acolhimento passou a ser concebido como medida protetiva, de caráter excepcional e provisório.


Em conformidade com as disposições do ECA, deve-se recorrer ao encaminhamento da criança e do adolescente a serviços de acolhimento apenas quando esgotados todos os recursos para sua manutenção na família de origem, extensa ou comunidade. A história brasileira revela, todavia, que, frente à situação de pobreza, vulnerabilidade ou risco, a primeira resposta à qual durante muitos anos se recorreu foi o afastamento da criança e do adolescente do convívio familiar.


A promulgação do ECA veio romper com essa cultura, ao garantir a excepcionalidade da medida, estabelecendo, ainda, que a situação de pobreza da família não constitui motivo suficiente para o afastamento da criança e do adolescente do convívio familiar. Além da excepcionalidade como princípio norteador, temos mais seis: a provisoriedade, a preservação e fortalecimento do convívio familiar, o atendimento personalizado e individualizado, a liberdade de crença e religião e o respeito à autonomia.


De acordo com informações retiradas do portal online da comunidade Maria de Nazaré, o objetivo das casas de acolhimento é a proteção integral e a prevenção de qualquer agravamento que envolva situações de violações de direito, através da parceria com a rede sócio-assistencial e sistemas de Garantias de Direito. Bem como preservar vínculo com a família de origem, desenvolver condições para independência e autocuidado, prover a autonomia, promover acesso à cultura, ao lazer, ao estudo, ao esporte e possibilitar a convivência comunitária.


Hoje a comunidade mantém duas casas, sendo uma para o acolhimento masculino e outra para o feminino.

Credito: Mariana Gonçalves 

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