quinta-feira, 6 de Outubro de 2016 14:55h Mariana Gonçalves

Casal de idosos pede ajuda para cobrar da Prefeitura poda de árvore

MARIANA GONÇALVES
mariana.goncalves@gazetaoeste.com.br

 

Na calçada da casa de dona Maria Fátima Lauar Nery, no bairro Esplanada, uma árvore com mais de cinquenta anos preocupa a família, isso por­que, além dos galhos da mes­ma estarem apodrecidos, com pontas grandes, encostando na rede elétrica, a raiz da árvo­re se espalhou por debaixo da terra, de modo que propiciou rachaduras grandes no passeio e muro da casa. A parte interna do imóvel também vem sendo afetada, o piso da varanda da frente está com vários trinca­dos, rachaduras aparecem por todos os cômodos da casa.

No imóvel, residem apenas Maria e seu esposo, ambos idosos, e, segundo eles, bas­tante preocupados com a possibilidade da árvore vir a cair. “Já fiz três protocolos na prefeitura, mas nada adianta. Disseram para a gente plantar três árvores aqui, e então essa nossa seria cortada. As árvores que estão aqui na porta da mi­nha casa foram plantadas por nós, até essa mesmo que hoje nos dá problema foi plantada por nós. Mas hoje, eles [Prefei­tura] precisam cortar ela, nos representa perigo. Eu tenho 73 anos e meu marido quase 80 anos, então alguma provi­dência tem que ser tomada”, diz dona Maria Fátima.

Segundo o casal, não é de hoje que essa árvore tem sido problema, o passeio já teve que ser refeito três vezes para consertar os estragos causados pela raiz, assim como o muro, que, mesmo tendo passado por reforma, não suportou e já apresenta partes em que o reboco está caindo. “O piso aqui da varanda foi até minha filha que pagou pra colocar, e ele já está rachando, ou seja, mais um prejuízo, porque para trocar tem que mexer em toda uma parte. Isso é um descaso com a gente, nas administra­ções passadas, na época da poda, o pessoal da prefeitura vinha aqui e cortava, isso fica­va tudo arrumado, mas agora não”, afirma a dona de casa.

Cabe lembrar que todas as árvores do município, nativas ou exóticas, estando em área privada ou pública, só podem ser cortadas com a devida autorização emitida pela Se­cretaria Municipal de Meio Ambiente.

A poda só é justificada se for para retirar galhos que co­loquem em risco a segurança das pessoas, eliminar ramos doentes e adequar o desenvol­vimento da planta a espaços, edificações e equipamentos urbanos do entorno, como postes e fios elétricos. A poda de árvores em terrenos parti­culares também depende da autorização oficial. “Pagamos nossos impostos todos em dia, não devemos nada à Prefei­tura. Estamos correndo risco de vida porque, se essa árvore cai para dentro da minha casa, isso pode causar muitos problemas, e se ela cair para a rua também é risco para quem estiver passando na hora, de carro ou a pé”, desabafa o ma­rido de Maria, senhor Juarez.

INSEGURANÇA

Além dos danos já men­cionados acima causados pela árvore, a família destaca que, devido à altura dos galhos, ladrões utilizam o tronco para subir e pular para dentro da casa, mesmo sendo cercado por materiais cortantes. “À noite aqui nem saímos de casa, quando chega alguém para chamar, só atendemos se conhecermos as pessoas, depois que elas se identificam. Mas, ainda assim, ficamos preocupados, porque tem gente que sobe pela árvore para tentar entrar e roubar, um perigo isso”, completa Maria.

PREFEITURA

De acordo com a assesso­ria de comunicação da Pre­feitura, em nota, a “Secretaria de Serviços Urbanos indeferiu o pedido de poda de árvore. Foi constatado pelos funcio­nários da secretaria crime ambiental”.

Ainda conforme nota, “a árvore estava com sinais de maus tratos e foi envene­nada. A secretaria passou o caso para fiscalização de posturas investigar a denúcia".

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