quinta-feira, 22 de Outubro de 2015 09:20h Atualizado em 22 de Outubro de 2015 às 09:22h.

Catadora de recicláveis intimida comerciantes do Edifício Costa Rangel

Populares que passam em frente ao prédio e moradores da região também já foram intimidados

Uma catadora de recicláveis está intimidando comerciantes do Edifício Costa Rangel há mais de um ano. Quem passa pela rua vê a quantidade de recicláveis que a mulher acumula na porta do prédio. Agressiva, ela ameaça os moradores da região e até mesmo quem passa pelo local. Há poucos dias, a catadora chegou a agredir fisicamente um homem, que pediu para ela se retirar do local.
A mulher arranhou a vítima, que chamou a Polícia Militar. Uma comerciante do edifício, que preferiu não se identificar, conta que quando os policiais militares chegaram ao prédio, o comportamento da catadora mudou completamente. “Quando os policiais chegaram, ela conversou baixinho, não deu um grito, nada, nem parecia a mesma mulher. Eu até cheguei perto dela para ver se ela ia fazer alguma coisa, mas ela estava tão educada que eu me assustei”, detalha. A comerciante ainda questiona, “a Prefeitura tira os ambulantes das ruas, se eu colocar uma placa lá fora para anunciar a minha loja, eles vão pedir para eu tirar, por que não podem tirar essa mulher daqui da porta?”.
Ainda de acordo com a comerciante, a mulher começou juntando poucos recicláveis na porta do edifício, e ao longo do ano, o material foi se acumulando. O que mais assusta os comerciantes e os moradores é que a mulher anda com uma faca para cortar os recicláveis, e eles temem que um dia ela fira alguém gravemente. “Ela começou com um pouco de lixo e foi tomando espaço, e está crescendo [o lixo] cada dia mais. Eu nunca falei nada com ela, porque dá pra ver que ela agride. Outro dia, duas idosas estavam passando e ela as agrediu verbalmente. Eu já vi essa mulher portando faca, e é um perigo, porque pra ela agredir alguém seriamente, não custa nada”, reclama.

 

 

 

PROVIDÊNCIAS
O Síndico do Edifício Costa Rangel, Ronaldo Sales do Nascimento Junior, afirmou que todas as providências cabíveis já foram tomadas para solucionar o problema, mas nada foi feito pelos órgãos de segurança. De acordo com Roberto, no início, as solicitações foram feitas por questão de visibilidade do edifício, mas hoje virou uma questão de segurança. “Os requerimentos da secretaria de saúde, secretaria de desenvolvimento social, e, diretamente, ao gabinete do prefeito, já foram feitos”.

 

 

 

MEDO
Quando a nossa reportagem chegou ao prédio para entrevistar os comerciantes, muitos ficaram assustados e com medo da mulher se exaltar. Ela não estava perto do reciclável no momento da chegada da nossa equipe. Um popular que passava pelo local disse à repórter: “Cuidado, se ela te ver, a gente nem sabe o que pode acontecer”. A funcionária de uma loja do prédio, disse que tem medo de ir trabalhar, e algo acontecer. “Tem oito anos que eu trabalho e esse problema começou há pouco mais de um ano. Ela [a catadora] cata lixo no centro todo e traz aqui para a porta do prédio, e se você for lá reclamar com ela, ela te agride verbalmente e se bobear até fisicamente”, relata.
A funcionária ressalta que devido ao lixo acumulado na porta do prédio, não tem como um cadeirante passar pela calçada, ou ainda, um carrinho de bebê. “Ela fica muito nervosa quando alguém pede para ela sair de lá. Um cadeirante não passa lá, e nem um carrinho de bebê. O síndico do prédio já tentou tirá-la de lá. A Prefeitura fala que ela precisa de um psicólogo, que ela é muito nervosa, mas até hoje ela está aí. Todo santo dia é palavrão, um atrás do outro, mas quando chama a polícia, ela fica mansinha. Ela implica até com os taxistas que trabalham aqui na porta”, conta.

 

 

 

PREFEITURA
Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semds) informou que tem limitações constitucionais, já que a mesma não pode ser considerada moradora de rua. Segundo a assessoria de imprensa, a mulher se nega a frequentar os serviços da Semds, como o Centro de Referência da Assistência Social CRAS, Centro Especializado de Assistência Social CREAS ou a Casa de Acolhimento de Pessoas em Situação de Rua.
A Semds se propôs ainda, a estudar o caso em conjunto com a secretaria de Meio Ambiente e Saúde para analisar o caso. A secretaria se mantém à disposição para o trabalho e as intervenções caso seja necessário.

 

 

 

PM
Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), os policiais militares não podem retirar a catadora de recicláveis da porta de edifício. A assessoria informou que a PM só pode agir caso a mulher agrida verbalmente ou fisicamente algum popular ou comerciante.

 

 

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