quinta-feira, 31 de Outubro de 2013 08:55h

Centro de Arte Popular comemora 100 anos de GTO

O Centro de Arte Popular - Cemig de Belo Horizonte, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e que integra o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, celebra os 100 anos de nascimento de um dos maiores escultores brasileiros

O Centro de Arte Popular - Cemig de Belo Horizonte, instituição vinculada à Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e que integra o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, celebra os 100 anos de nascimento de um dos maiores escultores brasileiros: Geraldo Teles de Oliveira, o GTO (1913-1990) com a abertura da Exposição GTO 100 Anos.

A mostra, que será aberta para visitação do público, tem a curadoria do artista José Alberto Nemer e conta com 30 obras de GTO, esculpidas em madeira e de dimensões variando entre 30 cm e 260 cm, exceto uma peça rara executada em pedra-sabão.

Segundo o curador da exposição José Alberto Nemer, a obra de GTO é síntese da miscigenação brasileira, onde o artista retrata seus antepassados indígenas, misturados a escravos, senhores, reis, soldados e outras figuras. “Suas composições possuem, quase sempre, uma simetria ritualística, onde os personagens se embaralham numa ordem de absoluta harmonia. São totens, rodas, capelas, pequenas cenas oníricas e enigmáticas”, afirmou.

A exposição tem entrada gratuita e fica no Centro de Arte Popular – Cemig até o dia 29 de dezembro de 2013.

GTO

Autodidata, Geraldo Teles de Oliveira nasceu em Itapecerica, interior de Minas Gerais, e mudou-se ainda criança para Divinópolis, onde viveu, constituiu família, produziu sua obra e morreu em 1990.

Começou a esculpir aos 55 anos, depois de um sonho que teve, onde se viu construindo uma grande igreja. Suas esculturas fazem parte de importantes coleções públicas e particulares no Brasil e no exterior.

Espaço

O Centro de Arte Popular - Cemig é um espaço privilegiado de divulgação e apreciação do trabalho de artistas populares de todo o Estado de Minas Gerais, o acervo do museu conduz o visitante ao mundo do imaginário de diferentes artistas. Por meio de suas obras, somos conectados às origens, histórias e crenças de um povo que traz nas mãos um sincretismo cultural próprio, brasileiro.

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