quinta-feira, 12 de Abril de 2012 16:47h Daniel Michelini

Cerveja irá ficar mais cara

Bebidas frias subirão em até 3%, cervejas e refrigerantes terão tributação aumentada

O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), previsto para o setor de bebidas frias, como por exemplo, cervejas, águas e refrigerantes, que possui o intuito de compensar a queda da arrecadação tributária incluída na nova versão do Plano Brasil Maior, será repassado ao consumidor, de acordo com nota publicada nesta terça-feira (10) pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (Abir), Herculano Anghinetti, após reunião com o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.

Para compensar o fisco de R$ 60,4 bilhões do pacote de estímulo à competitividade industrial anunciado na semana passada, o governo informou que vai aumentar a tributação das chamadas bebidas frias. Mesmo sem haver definição do aumento da alíquota, a estimativa é que o impacto do imposto mais alto fique entre 2% e 3% do valor final do produto.

Com o aumento, os vendedores não acreditam que a venda irá diminuir. O comerciante Humberto Costa falou sobre o assunto: “Se você pegar os preços antigos, tanto de cerveja quanto de refrigerantes, você irá perceber que eram bem mais baratos do que hoje. Alguns eram a metade dos preços que vimos hoje em dia.”, destacou. Porém, Humberto não concorda com o aumento do tributo, que faz com que as lojas e redes revendedoras sejam praticamente obrigadas a aumentarem os preços dos produtos. “É ruim para quem compra. Para quem vende, não faz muita diferença.”

Em nota oficial, o presidente da empresa responsável disse ainda que, com a nova tributação, investimentos previstos anteriormente que eram de R$ 7,9 bilhões poderão não ser mais necessários. “Estamos buscando a não alteração da pauta para que não tenha que alterar os preços finais e diminuir a capacidade de investimentos”, destacou o presidente da Abir.

O setor reivindica que a tabela de preços das bebidas não seja reajustada neste ano. O aumento desses valores implica maior carga tributária para as indústrias. Em 2010, a Abir e o governo fizeram acordo permitindo a fixação de preços da tabela usada de base para tributação. Em contrapartida, o setor investiu R$ 5,4 bilhões na época.

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