segunda-feira, 12 de Janeiro de 2015 09:10h

Cidade em Alerta

Resultado do LIRAa revela risco de epidemia de dengue em Divinópolis

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, divulgou o resultado do LIRAa-Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.
O trabalho foi realizado no período de 05 a 09 de janeiro e teve como objetivo analisar o índice de infestação do Aedes aegypti (transmissor da Dengue) e Aedes albopictus (transmissor da febre chikungunya) geral do município e por região, quais os recipientes predominantes utilizados pelos mosquitos para seu desenvolvimento e, com o resultado, buscar as possibilidades para seu controle.
De acordo com o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Juliano Cunha, o resultado apresentado é alarmante e deixa acessa a luz amarela com a possibilidade de uma epidemia de dengue na cidade.
            No primeiro LIRAa de 2015 foram vistoriados 4.810 imóveis em toda a cidade. O estudo revelou que o índice de Infestação médio do Aedes aegypti no município é de 3,80%. Isto significa que Divinópolis, como um todo, está em um parâmetro de situação de médio risco para epidemia de acordo com o Ministério da Saúde que define que o índice aceitável é de até 1%. Já o índice de Infestação médio do Aedes albopictus no município foi 0,2%.
A região Nordeste, que é composta por bairros como o Niterói, Afonso Pena e Espírito Santo teve índice de 6,16%. Na região Norte, onde estão os bairros Santa Clara, São Vicente e Serra Verde o índice foi de 4,89%. Já a região Central da cidade o índice foi de 4,69%. Encontram-se, também, em situação de alto risco de epidemia as regiões Sudeste (3,35%) e Oeste (2,31%). Na Sudoeste, com índice de 1,13%, a situação é de médio risco de acordo com as autoridades de saúde.
O LIRAa revelou, ainda, que 95,08% dos focos foram encontrados dentro das residências e 4,92% em lotes vagos o que demonstra que a população precisa participar de maneira mais efetiva do controle do mosquito. Entre os tipos de recipientes predominantes onde foram encontradas larvas do mosquito destacam-se:
            - 27,9%: depósitos fixos: sanitários em desuso, lajes, calhas, piscinas, ralos, caixas de passagem e fontes ornamentais que podem ser mantidos limpos, clorados ou desentupidos.
- 26,4%: depósitos móveis: vasos/pratos de planta e bebedouros de animais que podem ser lavados, pelo menos uma vez por semana passando uma bucha nas paredes para retirada dos ovinhos.     
            - 22,7%: lixo (plásticos, garrafas, latas e entulhos) que podem ser colocados na coleta normal de lixo ao invés de serem jogados no quintal ou lotes vagos.
            - 18,2%: depósitos de água para consumo doméstico (caixas d’água, tambores e tanques) que podem ser mantidos tampados.
            - 4,8%: pneus.
De acordo com a Semusa, várias ações serão mantidas e outras implementadas. Com ênfase a visitas aos imóveis para orientações, arrastões com eliminação ou tratamento dos depósitos, tampação de caixas d’água, retirada de pneus, trabalho nos pontos estratégicos, bloqueio com inseticida, intensificação das notificações aos proprietários de imóveis e outras atividades necessárias dependendo da situação.

“Mais uma vez alertamos sobre a situação de epidemia pela qual o município passou em 2013 e 2014, o índice de infestação atual (3,8%) é maior que o realizado no mesmo período de 2.014 que encontrou um índice de infestação de (3,2%), lembramos a importância de uma tomada de atitude urgente, principalmente considerando os locais onde foram encontrados os focos do mosquito e a participação das pessoas no acúmulo de água nesses. A mobilização de cada cidadão tem que começar neste momento, ser imediata e, depois, mantida. Só trabalhando em conjunto, setor público e população, cada um fazendo sua parte, a dengue poderá ser controlada”, pontua Juliano Cunha no relatório produzido pela Semusa com os dados do 1º LIRAa de 2015.

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