segunda-feira, 6 de Abril de 2015 12:22h

Cinquenta e dois casos de dengue foram confirmados em Divinópolis

Centro é o campeão de notificações, de acordo com a Diretoria de Vigilância em Saúde

Os números oficiais da dengue em Divinópolis, divulgados no fim da tarde de ontem pela Diretoria de Vigilância em Saúde, revelam que 52 pessoas tiveram dengue no município de janeiro até 25 de março.
O número de doentes, porém, pode ser ainda maior já que muitos casos não são notificados à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), que para ter uma projeção próxima do real, e seguindo uma orientação do Ministério da Saúde, multiplica por 10 cada caso confirmado de dengue.

O número de notificações de casos suspeitos de dengue continua sua tendência de crescimento e, atualmente, somam o total de 174. Mesmo com esse crescimento o número de notificações ainda é 84,2% menor que no mesmo período do ano passado.
“Estamos reforçando o alerta a todas as unidades de saúde da rede pública e privada para que fiquem atentas à informação das notificações conforme determina o Procedimento Operacional Padrão, o POP DENGUE. A emissão correta e diária desses dados nos permite ter uma leitura mais próxima da situação desta doença em Divinópolis”, a diretora de Vigilância em Saúde, pontua Celina Pires.

Com o aumento do índice de infestação apontado no LIRAa divulgado na última semana, que foi de 5,1%, foram redobrados os trabalhos de vistorias de imóveis.
“Noventa e três por cento dos focos estão nas residências e tratam-se, na sua maioria, de objetos como vasos de plantas, bebedouros de animais, pneus, recipientes diversos e plásticos que estão dispostos de forma equivocada nos quintais e até mesmo dentro das casas. Objetos que estão acumulando água das chuvas dos últimos dias e que ampliam o risco de proliferação dos mosquitos Aedes aegypti e do Aedes albopictus, transmissores da dengue e da febre chikungunya. Eliminá-los é uma iniciativa que depende, principalmente, do próprio morador”, explica Celina.

Para dar um suporte a esta ação, além de realizar os arrastões de limpeza que só neste início de ano retiraram cerca de 84 toneladas de materiais que se constituíam como potenciais focos da dengue em regiões estratégicas da cidade, a Vigilância em Saúde discute a possibilidade de realizar Mutirões de Limpeza. Uma reunião no início de abril irá definir a viabilidade desta estratégia.
“Estamos nos esforçando para minimizar os riscos de incidência da dengue na cidade, mas se a população não colaborar e fizer a sua parte dentro de seus imóveis todo o trabalho fica comprometido”, conclui Celina.
Os bairros com maior número de casos suspeitos de dengue são o Centro (20), Belvedere (9) e Icaraí (9).

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