terça-feira, 24 de Março de 2015 13:17h

Cobertura vacinal em Divinópolis fica acima do recomendado pelo Ministério da Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis (Semusa), por meio do seu setor de Epidemiologia e Imunização, acaba de divulgar os dados do Monitoramento Rápido de Cobertura Vacinal realizado de 19 a 13 de janeiro

Foram analisadas as vacinas triviral e contra poliomielite, que tiveram uma campanha de vacinação em massa no mês de novembro de 2014.

MRC, como é denominado tecnicamente, é uma atividade de verificação dos índices de cobertura vacinal, recomendada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). É um método bastante útil para avaliação da situação vacinal local. Seus resultados são extremamente importantes para subsidiar a tomada de decisão sobre a definição ou redefinição de estratégias adicionais de vacinação, visando melhorar as coberturas vacinais e sua homogeneidade.

De acordo com o epidemiologista da Semusa, Osmundo Santana, o levantamento apontou que a vacinação nas crianças menores de cinco anos, contra a poliomielite (paralisia infantil), teve cobertura de 99,5% e para o sarampo de 99,1%. Bem superior aos 95% que é preconizado pelo Ministério da Saúde para manter estas doenças sobre controle ou erradicadas.

“Temos duas metodologias para avaliar a cobertura vacinal seja ela de rotina ou campanha.  Uma delas é a administrativa feita por meio de boletins. A cobertura feita por esse método estava abaixo dos 95%, demonstrando que alguma falha houve. Neste caso, pode ter ocorrido de a criança ter sido vacinada e não registrada devidamente”, afirmou.

Quando se utiliza a metodologia por amostragem (MRC), a equipe vai diretamente às casas e verifica no cartão da criança. Este é um método mais preciso. “Os dados do Monitoramento Rápido de Cobertura Vacinal dão uma tranquilidade, revelando que a cobertura está dentro do recomendado. Bem acima do que é exigido pelo Ministério da Saúde. Mesmo com esta informação positiva o epidemiologista faz um alerta”, disse Osmundo.

“Fizemos uma análise por estrato de população dos menores de cinco anos. As crianças menores de um ano foram levadas de maneira precisa para serem vacinadas durante as campanhas, com uma cobertura acima de 100%. Já as crianças de um ano a cobertura foi de apenas 78% e nas de 3 a 4 anos não se obteve o índice mínimo de 95%. É de fundamental importância que tenhamos homogeneidade na cobertura de vacinação em todas as faixas de idade, pois só assim vamos ter a certeza que as crianças estarão devidamente imunizadas e o Brasil terá a garantia de que o estado de erradicação da doença não será ameaçado pela possibilidade de reintrodução da doença em nosso meio”, ratifica o epidemiologista.

É imprescindível que todos os menores de 5 anos sejam levados aos postos de saúde durante as campanhas de vacinação, mesmo que eles estejam com os seus cartões em dia, completou Osmundo.

 

Metodologia

 

Para realizar o Monitoramento Rápido de Cobertura Vacinal,  as equipes passaram por capacitação. A base de cálculo do MRC considera todas as 33 salas de vacinas existentes no município, daí calculam-se quantas crianças devem ser avaliadas de acordo com o número de salas de vacina e o número de crianças menores de cinco anos. É selecionada uma área da Unidade de Saúde que vai ser alvo do monitoramento. Uma equipe não faz o MRC da sua própria região e sim de outra para que não ocorram vícios de computação de dados. Uma vez computados os dados é feita a análise de cartão por cartão, para ver quem está com ele em dia. As crianças com vacinas pendentes foram vacinadas. A amostra no município abrangeu a pesquisa da situação vacinal de 740 crianças menores de 5 anos.

 

Vacinação

 

Tão importante quanto à vacinação de rotina é a vacinação promovida por meio das campanhas. “Estas campanhas tem a característica de fazer o que chamamos de vacinação de rebanho, ou seja, uma criança vacinada contribui para que seja garantida a imunização não só de crianças fora da campanha, como da população como um todo. Uma vez que o vírus vacinal passa a circular no ambiente inibindo a presença do vírus selvagem”, conclui Osmundo.

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