sexta-feira, 10 de Junho de 2011 16:58h Atualizado em 13 de Junho de 2011 às 08:55h. Flaviane Oliveira

Cofres públicos registram prejuízo de R$130.000,00

O valor é referente à compra de remédios requeridos em processo judicial

Insulinas, medicamentos para tratamento oncológico, leites especiais e muitos outros remédios e insumos fazem parte da extensa lista dos produtos que aumentam os prejuízos registrados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Todos os medicamentos se encontram na Farmácia de Processos da secretaria e fazem parte da fila de processos judiciais que determinam a compra dos mesmos.


Gilmar Santos, o secretário adjunto de saúde fala sobre a situação, “Esses medicamentos que nós estamos pontuando são referentes a processos judiciais que são impetrados pelo cidadão através da Defensoria Pública Municipal. O cidadão procura o médico e a partir daí é prescrito o medicamento que nem sempre está na relação de medicamentos oferecidos pelo SUS e então a pessoa entra na justiça querendo aquele medicamento” explicou.
O secretário adjunto afirma por meio do critério do Ministério da Saúde existe um comitê que faz as atualizações dos medicamentos essenciais e necessários à população. Esses medicamentos padronizados já são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e já soma mais de 400 medicamentos. O prejuízo registrado no município já chega a R$130.000,00 contabilizados nos últimos dois anos.

 

 

MEDICAMENTOS


O secretário adjunto explica que a cada mês novos medicamentos chegam às prateleiras das farmácias. Essa é a chamada sobreposição tecnológica, onde medicamentos novos são aprimorados e reformulados e o sistema público de saúde não consegue acompanhar essa evolução tecnológica. Gilmar acredita que essa é uma situação que deve ser analisada além da esfera municipal, “A sobreposição da tecnologia dos laboratórios é alta e deveria ser revista pelo poder público do Ministério da Saúde” analisou.


É a partir de congressos que muitos profissionais vão para o exterior, trazem diversas inovações e colocam a disposição do Sistema de Saúde do país. Os medicamentos ainda não registrados e padronizados no país não são encontrados nas farmácias e a partir daí o cidadão entra na justiça.
A maior parte desses medicamentos que fazem parte dos processos judiciais é de altíssimo custo, “Há alguns medicamentos que a caixinha custa R$5.700,00, uma caixa com 30 comprimidos. Tem uma caixa de medicamentos lá que custa mais de 7000 reais. Então são medicamentos para doenças raras e incomuns. Na maior parte das vezes esses medicamentos são prescritos para pacientes terminais” destacou.


Alguns pacientes que após ganhar na justiça para que fosse realizada a compra do medicamento acabam por não buscar o remédio e o mesmo não pode ser repassado a outro paciente, “Se nós passarmos para outro paciente e no último dia do prazo o paciente vier buscar a secretaria pode ser penalizada e sofrer as sanções da justiça. Depois de feito o processo judicial, a liminar montada, adquirido o medicamento, o médico pode simplesmente mudar o medicamento. A maior parte dos medicamentos está em refrigeração e outros têm armazenamento apropriado para esse tipo de medicamento” afirmou Gilmar.
 

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