sábado, 20 de Fevereiro de 2016 05:46h Mariana Gonçalves

Com restrição para entrar no aterro, lixo é descartado de forma irregular na rua

Apenas caminhões autorizados pela Prefeitura de Divinópolis estão tendo acesso ao aterro controlado, para descarte de resíduos

Com isso, o descarte feito pela população acostumada a levar o seu próprio lixo até o local tem sido feita nas margens do aterro. Nossa equipe de reportagem flagrou por toda extensão da margem do aterro, grande quantidade de lixo doméstico. Tem geladeira quebrada, pedaço de televisão e até restos de computador, tudo deixado em meio a outros lixos a céu aberto.

 


O descarte incorreto de resíduos tem sido um problema mostrado pelo jornal Gazeta do Oeste há anos. Se, por um lado, faltam mais ações governamentais para esse problema, que é mundial, pelo outro, falta uma revisão cultural e mudança de hábito de cada cidadão, todo e qualquer lixo jogado de forma indevida em via pública volta para nós mesmos como forma de enchentes e inundações.
Referente a esta situação das proximidades do aterro, a assessoria de comunicação da Prefeitura disse que já foi conversado com as pessoas que fazem a vigilância do aterro, para que todas as vezes que for identificado alguém promovendo este descarte de forma irregular, ou alguma movimentação suspeita neste sentido, que seja feita uma denúncia à Secretaria de Meio Ambiente, para que ela tome as providências necessárias.

 


Segundo alegação da Prefeitura (veiculada em matéria anterior de mesmo assunto), a proibição de veículos de terceiros para entrar no aterro e descartar seu lixo se baseia, principalmente, no fato de que a situação poderia colocar em risco a vida útil do aterro, tendo em mente a quantidade de resíduos lá descartados, e a capacidade total do local.

 

 

 

DEMORA...

O Senado aprovou em julho de 2015 o projeto que prorroga o prazo para as cidades brasileiras adequarem a gestão que fazem do lixo às regras da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Na prática, a matéria estende o limite da data para a extinção dos lixões nos municípios. Com a aprovação, a matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
Sancionada em 2 de agosto de 2010, a PNRS determina ações como a extinção dos lixões do país e substituição por aterros sanitários, além da implantação da reciclagem, reuso, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva nos municípios. A lei dava prazo de quatro anos para que as cidades se adequassem à PNR, ou seja, deveria estar em prática já em 2014.

 

 


O projeto inicial que foi levado ao plenário nesta quarta-feira previa a prorrogação do prazo para a extinção dos lixões em dois anos. No entanto, uma emenda de plenário apresentada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) estabeleceu prazos escalonados de acordo com o município.
A PNRS tem como prioridades a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva com inclusão social de catadores e a extinção dos lixões. Além disso, prevê a implantação de aterros sanitários que receberão apenas dejetos, aquilo que, em última instância, não pode ser aproveitado.

 


Esses aterros, por sua vez, deverão ser forrados com manta impermeável para evitar a contaminação do solo. O chorume, líquido liberado pela decomposição do lixo, deverá ser tratado. O gás metano que resulta da decomposição do lixo, que pode explodir, terá que ser queimado.

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