sábado, 26 de Setembro de 2015 07:23h Atualizado em 26 de Setembro de 2015 às 07:44h. Lorena Silva

Comerciantes reclamam da forma como vendedores ambulantes atuam no município

Eles estão cada dia em um espaço diferente. Param em uma rua, distribuem seus produtos pelas calçadas e tentam chamar a atenção dos clientes para conseguirem mais uma venda

Para eles, uma forma de trabalhar e garantir o seu sustento. Para alguns comerciantes que possuem uma loja física, incômodo.
Pelo menos é o que alegam ao reclamarem que, enquanto precisam gastar com a compra ou aluguel de uma loja e com os impostos, por exemplo, alguns comerciantes simplesmente colocam seus produtos à mostra – muitas vezes bloqueando a passagem em calçadas – e vendem a mesma mercadoria por um preço abaixo do praticado no mercado. É o que acontece com alimentos de uma forma geral, frutas, roupas, artigos de decoração e até móveis.
E eles estão por toda a parte. Não é raro ver caminhões de mercadorias parados na Avenida Autorama, próximo ao Planalto, na Avenida JK, próximo ao Corpo de Bombeiros, nos bairros Liberdade e Interlagos ou até mesmo expondo seus produtos em praças, como a Catedral e a Praça da Bíblia, no bairro Bela Vista.
De acordo com a Prefeitura, o comércio de mercadorias é legalizado no município, mas os vendedores devem utilizar apenas o “camelódromo”, situado no quarteirão fechado da Rua São Paulo, para a venda desses produtos. O espaço, criado há alguns anos pelo município, tem, inclusive, o objetivo de alocar em um mesmo ambiente todos os vendedores ambulantes da cidade, deixando as calçadas livres para o trânsito dos pedestres.
“Falta uma fiscalização maior. Porque a gente que tem um comércio fixo, a gente paga aluguel, funcionários, todos os encargos, a gente não pode expor nossa mercadoria e vem caminhões de fora com mercadoria expondo e a Prefeitura não faz nada. A gente liga para a Fiscalização, denuncia, mas não tem fiscal suficiente. A Prefeitura alega que não tem pátio para guardar a mercadoria que for apreendida”, reclama uma empresária do ramo moveleiro, que preferiu não ser identificada.

 

FISCALIZAÇÃO
Em nota, a Prefeitura alegou que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente fiscaliza essa situação duas vezes por semana, em dias alternados. “O único espaço onde são permitidos vendedores ambulantes no município é no quarteirão fechado da Rua São Paulo, popularmente conhecido ‘camelódromo’”, reiterou o órgão. 

 

Créditos: Lorena Silva

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