quarta-feira, 20 de Maio de 2015 11:28h Atualizado em 20 de Maio de 2015 às 12:47h. Mariana Gonçalves

Comitiva sáira de Martinho Campos com destino a Divinaexpô

Nos próximos dias, Divinópolis receberá visitantes de diversas regiões do Estado e do país, vai começar a 45ª Divinaexpô, a festa esse ano promete entrar para a história dos rodeios já realizados na cidade

Em clima de muita animação e descontração, a Comitiva RUMIVAMU sairá de Martinho Campos com destino a tradicional Queima do Alho, realizada no Parque de Exposições, durante as atrações do rodeio.
Há quatro anos, a comitiva se reúne para cavalgar em busca de novas histórias, conhecer mais lugares e ainda manter viva a tradição do homem do campo. O grupo atualmente é composto por quase 50 integrantes, um dos fundadores da comitiva, Rick Santos, conta como surgiu o RUMIVAMU. “Fazíamos uma cavalgada para Leandro Ferreira, com a turma da Dona Elza, uma comitiva aqui da nossa cidade. Porém, o tempo foi passando e nós queríamos criar o nosso próprio grupo, então eu e o Luíz Otávio fundamos essa comitiva, começou como brincadeira, mas a ideia deu certo e foi crescendo. Iniciamos com 12 pessoas”, diz Rick.
Depois disso, a comitiva começou a realizar cavalgadas dentro do município de Martinho Campos, até decidir ir para Leandro Ferreira, e com isso, iniciar um projeto mais longo, como a ida para Patos de Minas. “Já têm três anos consecutivos que vamos para a Fenamilho, em Patos de Minas. Esse ano nós estivemos em Uberaba para participar da exposição internacional de gado, a Expozebu, foram 450 km percorridos pela comitiva”, afirma o fundador da comitiva.

SUPORTE

Nas viagens, a turma de cavaleiros carrega apenas o básico para sobrevivência. De acordo com Rick, a turma leva a comida para os animais, alguns alimentos para consumo da comitiva e barracas, além disso, o grupo conta com a solidariedade de fazendeiros, que ao longo do percurso os acolhem.
“A gente faz o trajeto andando por volta de 45 km por dia e aí paramos nas fazendas, é até engraçado, porque quando saímos em cavalgada, as pessoas se espantam, mas acham bonito quando contamos a nossa historia, até mesmo porque hoje em dia não tem mais isso. É um descanso para a cabeça, o corpo cansa, mas ainda assim é muito bom”, acrescenta Rick.

ACONTECIMENTOS

Toda viagem tem sempre algum acontecimento que marca aquela aventura, alguns fatos bons outros nem tanto, segundo Rick, no percurso para Uberada, um dos integrantes estava muito ansioso e teve um mal estar, mas logo se recuperou. “O Carlinhos, meu primo, é quem toma conta de várias coisas da cavalga, e ele ficou muito preocupado e ansioso para chegarmos à Expozebu, mas quando passávamos por Dores do Indaiá, paramos num posto e ele teve uma queda de pressão, chegando a desmaiar, ficamos desesperados, daí o levamos para o hospital e graças a Deus ele estava bem, tinha sido só um susto, depois disso foi só alegria”, conta.
Outro fato marcante, mas dessa vez engraçado, foi uma brincadeira que a turma decidiu fazer com alguns dos integrantes da comitiva. “Estávamos numa caminhonete eu e dois amigos, e o resto da turma na carroceria, e nós queríamos fazer uma 'pegadinha' com eles, então paramos a caminhonete e começamos a gritar e correr que tinham abelhas lá dentro, quando eu olhei para trás todos estavam correndo estrada fora, isso foi muito engraçado” destaca Rick.

SOCIAL

“Fazemos alguns eventos beneficentes, temos a cavalgada do agasalho, em que arrecadamos roupas de frio e saímos a cavalo para entregar. No natal, também fizemos uma ação solidária com a entrega de presentes nas comunidades, e temos a cavalgada que é para nos ajudar a angariar fundos para a comitiva, que é a Cavalgada da Cachaça, esse ano ela está prevista para ocorrer nos dias 5 e 6 de junho aqui em Martinho Campos”, completa Rick.
A comitiva mantém uma página virtual, basta digitar por meio do Facebook ‘Comitiva Rumivamu’.

 

Crédito: Arquivo Pessoal

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