quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2016 09:04h Jotha Lee

Conclusão das obras de abertura da Rua Pains sofre novo atraso

As obras de drenagem, pavimentação e sinalização da Rua Pains, pequeno trecho de pouco mais de 350 metros que liga a Avenida Sete de Setembro à Mato Grosso, foram apontadas pelo prefeito Vladimir Azevedo (PSDB) como uma das prioridades do seu governo

Entretanto, o prefeito corre o risco de ver o fim do seu mandato, sem que as obras tenham sido concluídas.
As obras de abertura da via foram iniciadas no primeiro semestre de 2013, com duração prevista de cinco meses. A assinatura da ordem de serviço ocorreu no dia 17 de junho do mesmo ano e o Executivo reuniu no local moradores e autoridades para anunciar a obra. Na ocasião, o prefeito garantiu que o prazo de cinco meses para conclusão dos trabalhos seria respeitado, porém vários fatores, especialmente a falta de recursos, contribuíram para que a obra esteja atrasada há mais de dois anos.

 


O que está emperrando o início dos trabalhos para conclusão das obras da via é o processo licitatório. Inicialmente prevista para o dia 25 de dezembro do ano passado, a licitação para a contratação da empresa que vai tocar o restante da obra sofreu seu primeiro adiamento ainda em 2015, sendo remarcada para 4 de dezembro, o que não se efetivou. Nova data ainda não foi definida, o que adia ainda mais a possibilidade de conclusão da obra ainda no primeiro semestre desse ano. Levando-se em conta o trâmite burocrático para a realização de um processo licitatório e a incerteza quanto à nova data para abertura das propostas, a expectativa agora é de que somente em junho seja possível conhecer a empresa vencedora.

 


ATRASO
Aas obras de abertura da via foram iniciadas no primeiro semestre de 2013, com duração prevista de cinco meses. Com pouco mais de 350 metros de extensão, o custo inicial da abertura da via foi estimado em R$ 599,8 mil, dos quais R$ 490 mil financiados pela Caixa Econômica Federal e o restante em contrapartida do município. São 633 metros lineares de drenagem pluvial, 5,7 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica e 1,5 mil metros quadrados de passeio, além da construção de bueiros e outros elementos de escoamento de água e de urbanização.

 


A empreiteira Saneinfra Engenharia e Construções venceu a licitação para a realização da obra, entretanto pediu a rescisão contratual antes de finalizar o serviço. De acordo com o superintendente da Usina de Projetos, vice-prefeito Rodrigo Resende, a Saneinfra realizou 95% da obra, concluindo toda a parte de infraestrutra, restando agora somente a pavimentação. A empreiteira alegou não ter capacidade técnica para a colocação do asfalto e abandonou o serviço sem cumprir o contrato.

 


A situação da Rua Pains hoje gera muitos transtornos à população. No meio da via há um enorme volume de terra que corta toda sua extensão e o elevado número de veículos que passam pelo local provoca muita poeira, afetando dezenas de moradores que residem no entorno. Nesse período chuvoso, não há poeira, mas o trecho fica intransitável. No cruzamento da Pains com a Sete de Setembro, a placa, já no meio do matagal, anuncia o início da obra para o dia 17 de junho de 2013 e conclusão para 16 de fevereiro do ano passado.

 


A paralisação das obras da Rua Pains gerou um inquérito civil que está em andamento na Procuradoria da República em Divinópolis. A investigação, sob a responsabilidade do procurador Frederico Pelucci, foi instaurada em abril do ano passado e apura as causas da paralisação do serviço. A última movimentação no processo ocorreu em setembro, quando o procurador pediu informação atualizadas e detalhadas sobre as obras de drenagem pluvial, pavimentação e sinalização da Rua Pains, além de toda a documentação referente à rescisão do contrato com a empreiteira Saneinfra. Ontem a prefeitura não respondeu ao pedido do Gazeta do Oeste para dar explicações sobre os motivos que estão impedindo a conclusão do processo licitatório.

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