sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2016 09:01h Pollyanna Martins

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação convoca greve para os dias 15, 16 e 17 de março

A principal reivindicação dos professores é que seja pago o Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) convocou os professores de todo Brasil para fazer uma paralisação nos dias 15, 16 e 17 de março. As reivindicações da classe são: o cumprimento da lei do piso; contra a terceirização; contra a entrega das escolas às organizações sociais (OSs); contra o parcelamento de salários; contra a militarização de escolas públicas e contra a reorganização das escolas. O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (SindUte) apoiou a iniciativa e informou que irá incentivar a paralisação em Minas Gerais.

 


De acordo a assessoria de imprensa do SindUte/MG, a principal reivindicação da categoria é o pagamento do  Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016, prometido durante a campanha eleitoral do governador do Estado, Fernando Pimentel. O governo adiou para hoje a reunião que estava marcada para o dia 16 de fevereiro, e que trataria sobre o pagamento do reajuste do pio salarial. Em nota o sindicato informou: “Em comunicado ao Sind-UTE/MG, o Governo do Estado adiou a reunião que seria nesta terça-feira, dia 16/02, para a próxima sexta-feira (19/02), pela manhã. O assunto em pauta é o pagamento do reajuste do Piso Salarial. O Sind-UTE/MG cobra do governo o pagamento do reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional de (11,36%), retroativo a janeiro de 2016”.

 

 


No dia 5 de fevereiro, servidores da educação de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Unaí, Ribeirão das Neves, Brumadinho, Esmeraldas, Jaíba, Varzelândia, Bocaiúva, Montes Claros, Diamantina, Turmalina, Capelinha, Medina, Itaobim, Almenara, Governador Valadares, Teófilo Otoni, Manhuaçu, Caratinga,  Ipatinga, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Sete Lagoas, entre outras cidades de Minas, se reuniram na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, para mostrar como será o enfrentamento que farão ao governo, caso o acordo assinado em maio de 2015 e transformado na Lei estadual 21.710/15 não seja cumprido.

 


Mais de mil trabalhadores marcaram presença e cobraram um retorno do governo, sobre  o imediato pagamento do reajuste do Piso Salarial, conforme acordo assinado pelo governador, o pagamento do salário do mês de janeiro dos ex-efetivados, a ampliação do número de nomeações de concursados com a mudança na política da perícia médica do Estado, a situação dos oito mil servidores ex-efetivados doentes que foram desligados do Estado, reversão das punições relacionadas à greve das Superintendências Regionais de Ensino e a retomada do diálogo da pauta da categoria.

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