terça-feira, 12 de Maio de 2015 11:02h Atualizado em 12 de Maio de 2015 às 11:07h. Mariana Gonçalves

Consumidora denuncia empresa por venda de aparelho celular alterado

Imagine você comprar um aparelho eletroeletrônico, em um loja conceituada, e pouco tempo depois descobrir que o aparelho pelo qual pagou contém peças adulteradas que não são as originais

Essa situação é verdadeira, e ocorreu com a professora divinopolitana Maria Regina Carregal de Sousa.

A compra de um celular tornou-se um pesadelo para esta consumidora. “No dia 28 de fevereiro deste ano, fiz a compra de um celular da marca Iphone, modelo 4S, no Ponto Frio. Comprei esse aparelho para dar de presente para minha filha que mora em Belo Horizonte. Com pouco menos de um mês de uso do aparelho, minha filha deixou ele cair e a tela trincou”, conta Maria.

A partir desse incidente com o telefone, começaram as dores de cabeça para Maria. Como em Divinópolis não existe uma loja de assistência técnica que seja autorizada pela Apple, o aparelho foi para reparo em uma rede de assistência em Belo Horizonte. No entanto, ao verificar as condições do aparelho, o funcionário da assistência se negou a consertar o equipamento, sob a alegação de que o celular possuía peças não originais do fabricante.

“Todo aparelho dessa marca vem com uma placa numerada dentro dele, e essa numeração deve corresponder à numeração da caixa em que o aparelho é vendido. Daí, quando o profissional da assistência abriu o celular para retirar a placa ele detectou que o número não era correspondente ao número da caixa. Além disso, fui informada que o aparelho já estava registrado em nome de uma pessoa que não é nem eu e nem minha filha”, diz a consumidora.

 

ALTERAÇÕES

Conforme o laudo expedido pela loja de assistência, “durante a inspeção visual e mecânica foi identificado que o aparelho sofreu assistência não autorizada. O display não é o original do fabricante, além disso, o lacre da bateria está rompido, há parafusos ausentes e fora do lugar, tampa traseira trocada, falta número de série interno, e o selo de serviço não é original de fabricante.”

Com esse laudo em mãos, a consumidora recorreu à loja responsável pela venda do produto e solicitou uma solução do problema. Segundo ela, o gerente que a atendeu foi bastante rude e, na ocasião, se recusou a fazer a troca do produto devido ao mesmo estar com a tela danificada. “O gerente do Ponto Frio disse que não iria fazer nada, porque não tinha como trocar o aparelho devido à tela estar danificada. Então eu o questionei com o fato de que a troca da tela não poderia ser feita, exatamente porque o aparelho já estava alterado. Mas, ainda sim ele não me ajudou e disse até que eu poderia procurar o Procon”, acrescenta Maria.

Além de todas essas alterações no celular descritas no laudo, por meio da filial da Apple aqui no Brasil, a professora descobriu que o aparelho comprado não correspondia a um modelo 4S e sim a um Iphone 4. Além disso, a empresa disse que celular comprado por Maria já estava fora de garantia, devido o aparelho estar ativo, em uso, há mais de um ano. “Me sinto prejudicada, pois minha filha precisa do aparelho e não tem como utilizar. Fui comprar um aparelho novo e saí com um celular usado”, ressalta.

 

TROCA

Em resposta ao ocorrido, a assessoria de imprensa do Ponto Frio nos informou, em nota, que lamenta o episódio vivido pela consumidora Maria e já autorizou na loja que a troca do aparelho seja feita. Sobre as alterações relatadas pela assistência do produto, a assessoria não se posicionou.

No início da tarde de ontem, a consumidora fez contanto com a nossa equipe de reportagem informando que compareceu à loja, mas o estabelecimento não possuía o modelo de aparelho Iphone 4S para a troca. Maria teve que desembolsar mais dinheiro para pagar a diferença de um outro modelo dessa mesma marca.

 

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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