sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015 09:05h Atualizado em 9 de Janeiro de 2015 às 09:11h. Lorena Silva

Consumidores reclamam do alto valor cobrado em vendas de placas automotivas em Divinópolis

De acordo com delegado de trânsito, isso ocorre porque não há uma lei que fixe o preço do produto

Despachantes e condutores têm tido uma reclamação constante na hora de realizar o emplacamento de automóveis em Divinópolis. Isso porque o preço de uma placa fabricada no município pode custar até 333,3% a mais do que uma adquirida em Belo Horizonte, por exemplo. Em Divinópolis, apenas três locais fazem esse tipo de serviço, sendo que a baixa concorrência dá margem para suspeitas de que o valor cobrado por elas possa ser combinado.
Em duas das fábricas do município, um par de placas custa R$ 180, enquanto em uma terceira esse valor pode chegar a R$ 200. Já em Belo Horizonte, nossa equipe entrou em contato com três fábricas de placas, sendo que em duas os valores giram em torno de R$ 60. Na terceira, cuja fábrica é a mesma que atua em Divinópolis, o preço máximo pelo par de placas é R$ 80.
“O ano passado teve um reajuste e esse ano agora já começou com um preço novo. E o pessoal está reclamando que está muito caro. Muita gente liga em Itaúna, Belo Horizonte para analisar o preço. Em Belo Horizonte é R$ 60 um par de placas. Aqui alegam que têm muita despesa. Mas só que lá em Belo Horizonte a despesa é a mesma, o maquinário das placas, os impostos. Eu acho que é a mesma coisa”, reclama um despachante que preferiu não se identificar.

 

 

SEM REGULAMENTAÇÃO
O problema ocorre porque, segundo o delegado de trânsito do município, Leonardo Pio, não há uma lei que fixe um preço para a venda das placas. “Hoje o Detran [Departamento Estadual de Trânsito] não fixou um preço público para esse tipo de produto que o usuário tem que adquirir quando ele adquire um veículo automotor. Ao contrário de outros serviços que o Estado [de Minas Gerais] já fixou. Hoje, despesas de pátio já se encontram tabeladas, valor da remoção, valor da diária”, exemplifica.
Segundo o delegado, essa já é uma demanda antiga e, por isso, atualmente o Detran estuda a possibilidade de tabelar o preço, uma vez que existe a divergência de valores entre cidades e também entre regiões. Leonardo ressalta que, caso o consumidor perceba que algum fabricante ou todos eles estejam praticando preços abusivos, deve comunicar à delegacia. “O delegado vai determinar a instauração de um procedimento administrativo, até mesmo para apurar práticas abusivas e se o preço está sendo combinado ou não”, conclui.

 

Crédito: Reprodução

 

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