sábado, 24 de Janeiro de 2015 05:51h Atualizado em 24 de Janeiro de 2015 às 05:54h. Mariana Gonçalvez

Copasa alega que o abastecimento de água em Divinópolis está normal

Ao que tudo indica, a crise hídrica de Minas Gerais ainda não afetou Divinópolis

A Companhia de Saneamento Básico (Copasa) alega que o abastecimento do município está dentro da normalidade, ou seja, a cidade não passa por problemas de falta de água. No entanto, a Copasa está orientando que a população faça o uso consciente da água, evitando ao máximo o desperdício.
O pronunciamento da nova diretora da Companhia de Saneamento Básico (Copasa), Sinara Meireles, em reunião com a imprensa de Belo Horizonte na última quinta-feira, evidenciou um dos assuntos que há dias é discutido na sociedade – o risco de desabastecimento geral na região metropolitana da capital mineira e ainda de diversas outras cidades do Estado. Embora tenha demorado a admitir, os reservatórios da Copasa foram comprometidos com a escassez de chuvas e, para tentar frear uma grave crise de falta de água, a companhia afirma que a população terá que diminuir seu consumo em até 30%.
Ainda na coletiva com a imprensa foi anunciado um conjunto de medidas emergenciais para conter a crise hídrica em Minas Gerais. Se o atual cenário não mudar, deve haver racionamento de água e sobretaxa para consumidores que gastarem em excesso. Em específico sobre a situação de Belo Horizonte, a presidente da Copasa disse que equipes serão escaladas para trabalhar na Região Metropolitana em ações de vazamento e no combate às perdas que, segundo ela, correspondem a 40% do volume perdido. Caminhões-pipa também serão adquiridos e poços artesianos devem ser implantados.
Segundo Meireles, o esquema de rodízio pode acontecer daqui em diante como algum tipo de manobra na rede de distribuição, de forma que a água deixe de cair à noite em uma determinada região para abastecer outra.

 

CULPADO?
A presidente da companhia criticou a administração anterior por ter permitido que o problema da falta de água em Minas ficasse tão grave. A última diretoria vinha informando que não havia risco de desabastecimento, mas não informava quais os níveis dos reservatórios. Por esse motivo, a intenção da Copasa agora é informar por meio eletrônico e em tempo real a situação dos reservatórios.
Em matéria publicada no site do governo Minas Gerais, Sinara declarou que “nos últimos dois anos, a queda da produção dos reservatórios foi vertiginosa. No entanto, em vez de se tomar medidas e fazer campanhas para reduzir o desperdício e o gasto elevado, permitiu-se que o consumo aumentasse, comprometendo os reservatórios”. Conforme a presidente da Copasa salientou, foram investidos R$ 4 bilhões nos últimos quatro anos, sendo R$ 733 milhões em sistemas de água e R$ 2,4 bilhões em saneamento.
Por meio de nota publicada também no site do governo de Minas, a assessoria do ex-governador Alberto Pinto Coelho contestou a declaração da presidente da Copasa de que o governo anterior não tomou medidas necessárias para evitar a crise no abastecimento de água no Estado. Ele diz que “a escassez de água no Sudeste agravada em 2014/2015, em níveis nunca vistos, surpreendeu os prognósticos dos institutos de pesquisas climatológicas, que indicavam que o período de chuvas, teria o chamado comportamento dentro da média.”
Ainda segunda a assessoria, a gestão anterior da Copasa, mesmo diante das previsões, fez campanhas de conscientização sobre consumo e tomou medidas para expandir o abastecimento de água.

 

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Crédito: Davi Lucas

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