terça-feira, 3 de Junho de 2014 06:57h Atualizado em 3 de Junho de 2014 às 07:00h. Carina Lelles

Cratera se abre após rompimento de adutora no Sidil

O mesmo problema foi registrado em 2009 e, mesmo com obra de reparo, o local voltou a apresentar vazamentos

Uma cena se repete para moradores da Rua Coronel João Notini, no bairro Sidil, em Divinópolis. Uma adutora se rompeu, abriu uma cratera e imóveis estão ameaçados com a terra cedendo a todo momento. A mesma coisa aconteceu em 2009.
“Em 2009 tivemos um problema exatamente neste local, aqui é um leito de córrego e atravessa todas estas construções. No passado foi feita uma obra, há mais de 30 anos, e com o passar do tempo, uma caixa, que até a administração desconhecia, se rompeu, fazendo com que ela fosse ‘lavando’ por debaixo das manilhas que ali existiam. As manilhas acabaram arriando e entupindo, com isso criou-se uma cratera”, explica o secretário municipal de Obras, Drayfus Rabelo.
A chuva que caiu neste domingo, por mais branda que tenha sido, foi suficiente para descobrir o antigo problema no bairro Sidil. “Achamos que era somente uma água pluvial que estava mal posicionada, fizemos o conserto na época, mas o problema persistiu. Quando abrimos novamente o buraco, identificamos o problema e por ele estar em uma profundidade de cerca de dez metros, o terreno é argiloso e está cedendo cada vez mais”, ressalta o secretário.
Assim que o problema foi mais uma vez diagnosticado, funcionários da Prefeitura começaram a trabalhar no local. Na tarde de ontem, os trabalhadores tentavam estabilizar o terreno com escoramento, fincando a madeira de um lado e do outro onde será aberta a vala para a troca das manilhas e construção de duas caixas. “As caixas serão para curvar a manilha e fazer uma caixa de queda, de desnível entre o nível do córrego que vem lá de cima com o que hoje se encontra na Rua Coronel João Notini, para tomar seu curso normal até a Divino Espírito Santo”, explica.
A obra não tem previsão para ficar pronta.

 

 

 

Risco
Com a terra cedendo, o perigo é que edificações sejam atingidas. Drayfus esclarece que “temos alguns imóveis edificados e outros não edificados e que já colocamos técnicos da Defesa Civil para que possamos avaliar, se tem ou não, possibilidade de acréscimo de construção. Caso contrário, recomendaremos ao setor de cadastro que não libere mais obras em cima do canal porque, se der problema, corre até mesmo risco de perdermos vidas.”

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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