sábado, 16 de Janeiro de 2016 03:49h Atualizado em 16 de Janeiro de 2016 às 07:32h. Pollyanna Martins

Crateras se abrem em via de acesso ao bairro Nova Fortaleza II

Esta é a terceira vez que as crateras se abriram na mesma rua. Segundo moradora, o problema começou em novembro do ano passado

É só o período de chuva chegar e os velhos problemas de Divinópolis voltam a aparecer em todos os cantos da cidade. Crateras se formaram na rua de acesso ao bairro Nova Fortaleza II no início dessa semana. Esta é terceira vez que o asfalto cede, devido às chuvas. Segundo auxiliar de contabilidade, Tatiane Borges de Lisboa, desde novembro que o problema começou. “Assim que começaram as chuvas, em novembro, abriram as primeiras crateras”, conta.


A auxiliar de contabilidade, mora no residencial Rinaldo Campos há mais de um ano e conta que a construtora responsável pelo empreendimento – Mevra Construtora – vai ao local, arruma os estragos, mas logo em seguida, as crateras voltam a se formar. “Eles [a construtora] foram lá e fizeram os reparos, mas todos veem que vão abrir novas crateras na rua. Eles ficam fazendo reparos e sempre temos esse transtorno. Arrumam, mas passa um mês já tem cratera de novo”, reclama. A rua é paralela à BR-494, e quando não pode ser utilizada, dificulta a rotina dos moradores, que precisam usar o antigo acesso ao bairro, uma pequena rua de terra. Como a rua termina direto na rodovia, a auxiliar afirma que tem medo de que acidentes aconteçam no local. “É uma estrada antiga do bairro. A gente nem usa muito, mas como estamos com esse transtorno lá, agora temos que usar esta estrada de terra. É muito perigoso usar essa estrada antiga, porque ela cai direto na [BR] 494”, explica.


Na semana passada, o Gazeta mostrou a situação dos moradores da comunidade rural Cacôco de baixo, que ficam ilhados quando chove. Os moradores precisam fazer uma caminhada de aproximadamente 30 minutos para pode ter acesso ao transporte público, que não vai à comunidade devido à má conservação da estrada de acesso ao local. Mostramos esta semana a situação que os moradores dos bairros Terra e Costa Azul também enfrentem em época de chuva. Lama, buracos e a falta de transporte público. A situação não é diferente no bairro Nova Fortaleza II. Com as chuvas, os ônibus não vão ao bairro, e os moradores precisam ir até a BR-494 para ter acesso ao transporte público. “Quem pega ônibus precisa ir até a rodovia, e quem chega tem que descer na rodovia, e subir a pé até o bairro”, detalha.

 


MEDO
Assim como os moradores da comunidade rural Cacôco de Baixo, os moradores do residencial Rinaldo Campos e Nova Fortaleza II ficam com medo de ir até a rodovia para pegar ônibus. Conforme Tatiane, na BR-494, há postes para colocar lâmpadas, mas não tem iluminação pública no local. “Na entrada do bairro não tem iluminação pública. O pessoal desce na rodovia, e é escuro, perigoso, tem assalto, tem o risco de atravessar a rodovia também. Isso gera um transtorno muito grande”, ressalta.

 


SOLUÇÃO
Conforme a moradora, a empresa será acionada pelo presidente do bairro para que o conserto seja feito, pois a construtora deu aos moradores cinco anos de garantia em manutenção no bairro. Mas eles já esperam a demora na solução, e novas crateras abertas assim que os reparos forem feitos, uma vez que a previsão do tempo, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), é de chuva toda a semana. “A Mevra vai lá, faz o reparo onde está o buraco, mas outros pontos vão abrindo, vão afundando com a chuva e de repente o asfalto cede”, conta.

 


BAIRRO
Além do problema na entrada do bairro, os moradores enfrentam ainda problemas na infraestrutura. De acordo com Tatiane, o calçamento das ruas do bairro está soltando. Na semana passada, um carro ficou danificado após ser “engolido” por crateras que se abriram na Rua Três Marias. “O calçamento está soltando, tem buracos em frente às casas. Eles [a construtora] arrumam, mas como a rua não tem escoamento de água, aí chove e o calçamento solta de novo”.
Nossa reportagem entrou em contato com a construtora, mas nossas ligações não foram atendidas.

 


Créditos: Tatiane Borges/ Arquivo pessoal

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