terça-feira, 15 de Setembro de 2015 10:12h Atualizado em 15 de Setembro de 2015 às 10:14h. Pollyanna Martins

Crateras tomam conta de rua no bairro Campina Verde

Moradores improvisaram uma ponte de madeira para poderem transitar pela rua

As chuvas chegaram e velhos problemas, que várias pessoas enfrentam em seus bairros, voltaram a surgir. Na semana passada, o Gazeta mostrou a situação das ruas dos bairros São Simão e Icaraí, e a situação não é diferente no bairro Campina Verde. Moradores da Rua Panorama convivem com várias crateras que se formaram na via ao longo dos anos, e se agravam com as chuvas. A rua é asfaltada e calçada até determinado ponto. Em frente à igreja que está sendo construída, é impossível passar de carro, e a pé o cuidado deve ser redobrado.
A dona de casa, Sonia de Fátima Flores, mora no bairro há dez anos e conta que a situação da rua sempre foi a mesma. Quem precisa entrar no quarteirão e está de carro, precisa dar a volta pelas Avenidas Curitibanos e Asa Delta. Segundo Sônia, sempre que está no terraço de sua casa e avista algum motorista tentando entrar no quarteirão, ela avisa do perigo, pois as crateras só são visíveis pela Avenida Almeida Junior. “Não passa carro na rua. Uma vizinha comprou carro, mas o carro dela dorme na rua porque não tem como entrar na garagem da casa dela. À noite não tem como passar na rua, eu sempre aviso do meu terraço para os motoristas não entrarem na rua”, descreve.
Sônia já foi vítima da cratera. A dona de casa relembra que caiu no buraco e ficou um mês sem andar, devido a uma lesão no joelho. “Aquele buraco cabe uma pessoa lá dentro. Eu caí lá dentro e o meu joelho machucou, ficou inchado muito tempo. Ninguém nunca veio olhar a situação que a rua está”, lamenta. De acordo com Sônia, quando tem festa na igreja, caminhões de terra são despejados no quarteirão para amenizar o problema, mas quando as chuvas chegam, a lama se forma e toma conta da Rua Cristo Redentor, que é asfaltada. “Tem festinha na igreja, aí eles vêm e jogam caminhão de terra, mas não adianta. Desta vez, veio o caminhão e eu interditei, eu falei com o moço que eu ia deitar no chão, porque a Rua Cristo Redentor fica em estado de miséria. Ontem [domingo] à noite choveu muito e uma moça teve que tirar as pedras da rua [Avenida Almeida Junior] para poder passar”, relata.

 

CALÇAMENTO
Os moradores calçaram uma parte da Rua Panorama, das avenidas Curitibanos, Asa Delta e Almeida Júnior, em parceria com a Prefeitura de Divinópolis. Conforme a dona de casa, ela e os outros moradores estão dispostos a fazer mais uma vez a parceria e calçar o quarteirão, mas o dono de um lote que fica na rua não concordou com a proposta. “A maioria das ruas do bairro são os moradores que pagam para calçar. Se a gente quer calçar um pedacinho, nós que juntamos para pagar. Fica difícil, porque alguns pagam e outros não, e a Prefeitura não vem aqui para olhar a situação que está. Todos os vizinhos já concordaram em pagar o calçamento, mas falta o dono de um lote, que ocupa quase todo quarteirão, aceitar pagar a parte dele, para resolver o problema”, conta.

 

PREFEITURA
Em nota, a Prefeitura informou, através de sua assessoria de imprensa, que “propõe a Parceria Público Privado (PPP) para execução do calçamento. A Prefeitura fornece o maquinário e as pedras do calçamento e os moradores ficam responsáveis pelo pagamento da mão de obra e o meio-fio. É necessário que todos os moradores do quarteirão concordem para a parceria ser concretizada”.

 

Créditos: Pollyanna Martins

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