sábado, 5 de Março de 2016 08:41h Mariana Gonçalves

CREAS debate sobre “Violência contra as adolescentes” nas escolas da cidade

O Dia das Mulheres está se aproximando e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) se mobiliza para trabalhar durante a próxima semana com temas pertinentes às mulheres

O Dia das Mulheres está se aproximando e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) se mobiliza para trabalhar durante a próxima semana com temas pertinentes às mulheres. De acordo com o Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 70% dos casos de violência sexual são sofridos pelas adolescentes. Percebendo a relevância deste número, o tema a ser trabalhado este ano será “Violência contra as adolescentes: Uma realidade invisível”.

 


Realidade invisível, porque, segundo explica o coordenador do Creas, Sallas Wilson Ramos Neto, nem sempre a adolescente ou a criança sabem que aquilo que ela está sofrendo, seja fisicamente, verbalmente ou psicologicamente, é uma violência, por isso, existe a necessidade de ampliação do tema. Com isso, foi elaborada uma série de ações, as quais visam atingir toda a sociedade, com foco, principalmente, nas jovens.

 

 

 

PROGRAMAÇÃO

De 7 a 11 de março, serão realizadas palestras em várias instituições de ensino da cidade.
Nestas palestras, ministradas por profissionais do Creas, serão apresentadas e discutidas as várias formas de violência contra as mulheres, em especial as adolescentes. Além de levar conhecimento, a proposta objetiva a conscientização quanto às consequências da violência às mulheres. O público alvo são estudantes do 8º e 9º ano das escolas da rede municipal. “Sempre gosto de citar o nome daquela música que diz “Um tapinha não dói”, dói sim, tudo contra a nossa vontade dói sim! Nossas ações abrangerão toda a semana, serão trabalhos mais concentrados nas escolas, que é uma parceria do Creas, da Secretária Municipal de Desenvolvimento Social e da Secretaria Municipal de Educação”, frisa Sallas.

 


No dia 7, às 8h, a equipe do Creas estará na Escola Padre João Bruno, no bairro Serra Verde. Dia 8, na Escola Dona Maria Rosa, no bairro Realengo, dia 9, às 8h e às 9h, na Escola Antonieta Fonseca, no bairro Quinta das Palmeiras. Dia 10, às 8h e às 9h, na Escola João Gontijo da Fonseca, no bairro São Lucas, ainda neste mesmo dia, às 18h30, no Centro Técnico Pedagógico (Cetepe), no bairro São Sebastião. Dia 11, às 7h50, 8h40, 9h50, 14h e 15h, no Centro Técnico Pedagógico (Cetepe), no bairro São Sebastião.

 

 

DENUNCIE JÁ

A Central de Atendimento à Mulher registrou um aumento de 221% de procura pelo serviço no carnaval de 2016 em relação ao de 2015. Neste ano, o disque-denúncia recebeu 3.714 relatos de violência, entre os dias 1 e 9 de fevereiro. No período de 10 a 18 de fevereiro de 2015, foram registrados 1.158 denúncias.
Do total de relatos de violência em 2016, 50,94% (1.892) foram encaminhados para autoridades policiais e Ministério Público, a pedido das denunciantes.

 


De acordo com levantamento, 51,18% (1.901) dos registros em 2016 corresponderam à violência física; 28,43% (1.056) à violência psicológica; 7,51% (279) a cárcere privado; 7,16% (266) à violência moral; 3,34% (124) à violência sexual; 2,29% (85) à violência patrimonial e 0,08% (03) a tráfico de pessoas.
A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço de utilidade pública gratuito e confidencial, oferecido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. O atendimento é oferecido 24 horas por dia, todos os dias, inclusive sábados, domingos e feriados.
As denúncias podem ser feitas ainda por meio do disque 100, que é do Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos. Segundo Sallas, o número de denúncias vem crescendo, e isso é muito importante que continue, só assim, a violência contra a mulher, seja ela criança ou adolescente, terá um fim. “Quando as campanhas aumentam, também aumentam as denúncias, porque tem mais conscientização”, completa o coordenador do Creas.

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