segunda-feira, 19 de Agosto de 2013 11:41h Daniel Michelini

Crevisa passa por processo de reestruturação

Prioridade do atendimento será a cães com leishmaniose. Já foi confirmado um caso da doença em humanos, no bairro Bom Pastor. No Crevisa, cerca de 30 cães já podem ser adotados.

Projetar o futuro para melhor atender a clientela é o planejamento sonhado por qualquer empresa, seja de qual área for.  Melhoria no sistema de atendimento, capacitação e aperfeiçoamento do serviço é o projeto feito por diversos empreendimentos. O Centro de Referência de Vigilância em Saúde Ambiental (Crevisa) não é diferente. Conhecido pela população por atender os cães necessitados de cuidados, o órgão está passando por processos de reestruturação.


Alguns trabalhos feitos pelo Crevisa serão melhorados pelos funcionários. É o que explica Ana Caroline Tavares, coordenadora do Centro de Referência. Segundo ela, estão sendo alterados alguns processos para que o foco dos trabalhos seja a área de zoonoses: “Nosso veículo continuará a fazer o recolhimento de animais pela cidade normalmente, tanto de cães atropelados quanto os de fêmeas no cio ou com filhotes. Contudo, vamos dar um enfoque principal para os cães de rua”, revelou Caroline, dizendo que, no caminhão, além dos dois profissionais que já existem, que são o motorista e um fiscal de saúde, será incluído um veterinário, para que ele chegue ao local e possa fazer uma avaliação da situação daquele animal.


Infelizmente, alguns animais chegam ao Crevisa sem ter a real necessidade de estarem lá: “Muitas vezes recebemos ligações de pessoas que dizem ter um cão doente nas proximidades de sua casa. Porém, quando chegamos, vemos que a pessoa quer somente se livrar do cachorro, mesmo que ele não tivesse nenhuma doença ou um quadro clínico que justificasse o recolhimento”, afirmou Ana Caroline. Assim, com a presença do veterinário, o Crevisa espera conseguir atingir o objetivo, que é atender o maior número possível de cães que necessitam de ajuda.


Em relação ao atendimento clínico, o veterinário que ficava por conta desta área durante o dia, percorrerá a cidade para fazer o reconhecimento e recolhimento de cães com leishmaniose e raiva: “Será feito um serviço domiciliar com os cães com suspeita de leishmaniose. Se for diagnosticada a doença, o cão deverá ser recolhido para eutanásia”.

LEISHMANIOSE


Anteriormente, os atendimentos eram marcados através de distribuição de fichas na secretaria municipal de Saúde (Semusa). Porém, este processo também sofrerá alterações: “Como não teremos a distribuição de fichas na Semusa para o atendimento, faremos os recolhimentos e castrações dos cães de rua. Após a cirurgia, devolveremos o cachorro, pois precisamos controlar o que chamamos de ‘população errante’, que são os cães abandonados nas ruas, tendo em vista que são eles que podem transmitir doenças e agravar o quadro de saúde do homem”.


Quanto à leishmaniose, será feito um trabalho específico, pois está em fase final um inquérito feito pelo Crevisa juntamente com a Universidade Federal de São João Del Rei: “Vamos começar as atividades nos bairros onde temos casos de leishmaniose canina”, confirmou a coordenadora.


O serviço começará pelos bairros, pois a situação começa a preocupar, uma vez que um caso de leishmaniose humana já foi confirmado no bairro Bom Pastor: “Assim, ele será o primeiro bairro a receber nossos trabalhos, para que consigamos controlar e fazer com que registremos apenas um caso”.

ADOÇÃO


Sobre adoção, nada será modificado. As pessoas interessadas em adotar um animal, podem ir ao Crevisa, que está localizado na MG -050, km 6, estrada de acesso às Chácaras Beira Rio, nº 1.001, sentido Getsêmani, de 8h às 10h30 e de 12h às 15h30: “Estamos com dez filhotes e 22 adultos para adoção, castrados e vermifugados”.
Para concluir, Ana Caroline lamenta os vários casos de pessoas que deixam os cães na porta da sede da Crevisa: “Uma vez vimos um cachorro dentro de uma caixa e, quando o pegamos, ele estava com uma fratura no fêmur. Uma média de dois abandonos por semana”.


Mais informações podem ser obtidas na Diretoria de Vigilância em Saúde, por meio dos telefones (37)3221-8778 ou 3221-8790.

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