sexta-feira, 6 de Setembro de 2013 06:33h Bianca Damas

Crise do Hospital São João de Deus provoca a saída de funcionários da instituição

Euler Baumgratz não ocupa cargo de Superintende desde início da semana, assim como José Alonso Dias e Ronan Eustáquio não fazem mais parte do Conselho Curador do HSJD

Com o auge da crise financeira do Hospital São João de Deus a população tem acompanhado diversas reviravoltas apesar de, até o momento, a situação não ter se regularizado. As consequências têm gerado planejamento e realização de ações pela própria instituição, sociedade civil, movimentos de saúde, organizações e políticos; greve de funcionários; movimento Pró-São João; e até a saída de alguns profissionais do hospital.

 


Em agosto o médico e assessor para assuntos estratégicos Alair Rodrigues pediu demissão. Nesta semana, o executivo Euler de Paula Baumgratz foi desligado do cargo de Superintendente do Hospital e os membros do Conselho Curador do hospital – que tem a função de fiscalizar a instituição-, José Alonso Dias e Ronan Eustáquio deixaram os cargos nesta terça-feira.

 


De acordo com o executivo e um dos membros, a decisão foi tomada após reunião realizada na segunda-feira, entre a Ordem da Fundação Geraldo Corrêa e o Ministério Público. “Na reunião, a promotoria se mostrou disposta a fazer intervenção e possivelmente colocar uma equipe para administrar o hospital. Como fomos nomeados pelo Conselho, deixamos o cargo para que eles administrem melhor”, explica José Alonso. Apesar da saída do Conselho Curador, conforme José Alonso, ele ainda ficará na presidência da Associação dos Amigos do Hospital São João de Deus e Ronan, no Conselho da Associação.

 


O ex superintendente do HSJD, Euler de Paula Baumgratz, fala sobre o seu desligamento do cargo: “Tentamos gerir da melhor forma, com transparência e envolvimento. A experiência foi rica e conseguimos o apoio das secretarias municipal e estadual de saúde e prefeitura e traçamos estratégias 2012/2017. As dificuldades financeiras são muito grandes. O Ministério Público achou por bem intervir, me desligando do cargo”, destaca Euler.
Baumgratz considera o desligamento normal, uma vez que o Ministério Público está propondo o Temo de Ajustamento de Conduta.  Além disso, o executivo afirma que possui um bom relacionamento com o Presidente do Conselho Curador da Fundação, Frei Roni Ribeiro. 

 


Em nota, Frei Roni disse que a instituição agradece e valoriza o “esforço e comprometimento” de Euler durante 18 meses da gestão. 
  A assessoria do Hospital São João de Deus relatou não poder responder sobre o caso, uma vez que o Ministério Público está à frente da situação.
O responsável pelo caso no Ministério Público é o promotor de justiça e curador das fundações, Sérgio Gildin, o qual informou que irá se pronunciar apenas na próxima segunda-feira.

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