quinta-feira, 14 de Janeiro de 2016 08:58h Jotha Lee

Custo do projeto de revitalização do Rio Itapecerica teve acréscimo de quase 25%

Prazo para conclusão do planejamento foi esticado para 2017

O divinopolitano ainda vai esperar por longos anos para ver o Rio Itapecerica totalmente revitalizado e despoluído. O processo começa com o tratamento total do esgoto, cuja data para começar ainda é uma incógnita. Porém, para estar totalmente recuperado, o Rio precisa ser revitalizado, com desassoreamento, limpeza e recuperação da mata ciliar. Essa recuperação não vai começar na atual administração como prometeu em campanha o prefeito Vladimir Azevedo (PSDB). Para isso, o projeto de revitalização e recuperação do Rio já deveria estar concluído, porém o prazo foi prorrogado para 2017.
No início de 2014, a prefeitura contratou a DAM Projetos de Engenharia para a prestação de serviços técnicos de estudos de concepção e elaboração do projeto de recuperação ambiental e prevenção de enchentes e era proposta do prefeito iniciar a obra antes do final do seu mandato. Entretanto, um aditivo contratual assinado no final do ano passado aumentou o custo somente do projeto e esticou o prazo de sua conclusão para junho de 2017. A prefeitura pagaria inicialmente somente pelo projeto R$ 1.287.114,83, porém o aditivo contratual prevê um acréscimo de R$ 321.778,70, elevando o custo para R$ 1.608.893,53, aumento de 24,99%.
Os estudos iniciais apresentados pela DAM Engenharia apontam as principais necessidades para a recuperação do Rio. O engenheiro Orlando Vignoli, representante da empresa, fez uma longa explanação técnica em setembro do ano passado para autoridades ambientais e do Executivo, apontando as principais medidas para prevenir futuras enchentes na área urbana, começando pela recomposição da barragem do 48, destruída pela ação do tempo e hoje em ruínas, a dragagem do leito, além da desobstrução em alguns trechos de obstáculos que se encontram ao longo da calha do rio, bem como a recuperação da mata ciliar.

 


SEM DATA
De acordo com a Diretoria de Comunicação da Prefeitura, o projeto já está 80% concluído, porém não há data oficial para iniciar a revitalização. Entretanto, alguns avanços já foram obtidos e a recuperação da Barragem do 48 já começou a ser discutida. No segundo semestre do ano passado, o vice-prefeito Rodrigo Resende (PDT), reuniu-se com a direção da Copasa para tratar do assunto.
Rodrigo Resende apresentou à diretoria da Copasa parte do estudo feito pela DAM Engenharia, que contém o levantamento feito na calha do rio. “O Projeto vai contemplar contenção de encostas e desassoreamento de toda a calha do Itapecerica. Sabemos também da importância da recuperação da antiga barragem”, esclareceu Resende.
O vice-prefeito lembrou que a recuperação da barragem é fundamental no processo de recuperação do Rio. “O prefeito Vladimir sempre definiu o Rio Itapecerica como uma das grandes prioridades do seu governo. No fim de 2014 nós vimos o rio com pouca água, onde os aguapés apareceram naquele momento em parte do leito, e uma ação efetiva do prefeito, o problema foi resolvido. A recuperação da barragem se torna importante para domínio da vazão do rio, evitando grandes enchentes e para que no período conhecido como de seca, ter água mantendo assim um volume razoável”, lembrou.
Mesmo com o governo municipal tendo priorizado a revitalização do Itapecerica, a falta de dinheiro atrasou o processo. A DAM Engenharia recebeu em 2015 apenas R$ 36,1 mil, o que atrasou a conclusão do projeto, gerando o aditivo contratual com aumento de 24,99% no custo final, além de ter adiado para 2017 o início efetivo de todo o processo de limpeza e recuperação da calha do Rio.

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