sexta-feira, 11 de Setembro de 2015 10:06h Atualizado em 11 de Setembro de 2015 às 10:08h. Carina Lelles

Defesa vai recorrer da condenação dos acusados de matar o empresário

No início da madrugada de ontem, terminou o julgamento de Luiz Felipe Gonçalves do Nascimento (Felipinho), de 26 anos, e Saulo Cândido Castilho (Saulinho), de 23 anos

Os dois foram condenados a 14 anos de prisão em regime fechado, por matar o empresário Geraldo Lucchesi Mourão, mais conhecido por Dinho Mourão, em agosto de 2010.
Após 16 horas de julgamento, os sete jurados decidiram que a dupla é culpada pelo assassinato de Dinho Mourão. Luiz Felipe recorrerá à decisão em liberdade, já Saulo, foi levado para o presídio Floramar, onde já cumpre pena por outro crime, mas a defesa também vai recorrer da decisão. “Foi um julgamento um pouco longo, porque eram dois réus e com muitas circunstâncias envolvendo os fatos. Houve a votação com a mais absoluta normalidade”, disse o juiz Dalton Negrão.
Segundo o assistente de acusação, Bruno Gonçalves, a sentença refletiu a decisão dos jurados e a decisão do júri é soberana. “Com relação ao Luiz Felipe, quanto ao Saulo, o conselho de sentença acolheu todas as teses deduzidas pelo Ministério Público e que a assistência de forma complementar colaborou. A sentença do juiz reflete o que a acusação buscava no caso”, ressaltou.
O defensor público, Luiz Fernando Laurino, que defendeu Luiz Felipe, revelou que, na própria ata de audiência, a Promotoria Pública já recorreu devido ao inconformismo com o total da decisão proferida perante a o Tribunal do Júri. “A defensoria pública entende que houve um erro de julgamento, porque existem provas nos autos, como foi feita a sustentação, que no dia e horário do crime, o Luiz Felipe estava em outro local. Não existem provas para a condenação. Pelo contrario, há provas para sua absolvição. Entramos com recurso e poderá haver novo julgamento”.

 

Mandante
As investigações apontam que Luiz Felipe seria o executor de Dinho Mourão e Saulo o ajudou na fuga. O crime teria sido cometido a mando do filho do empresário, Breno Mourão. Segundo a assistência de acusação, a situação jurídica do Breno não foi discutida neste julgamento e que será debatida no processo dele, em momento oportuno. “Mas o nexo probatório é o mesmo. O processo está desmembrado apenas por uma questão de ordem técnica, mas a seu tempo o conselho de sentença, formado por outros jurados, terá a oportunidade de decidir sobre a situação do mandante. A assistência de acusação está constituída para acompanhar toda a ação penal e vamos acompanhar o julgamento do Breno”, afirmou Bruno Gonçalves.
A defesa de Breno, segundo a acusação, impetrou recurso para que ele não vá a júri popular e o pedido ainda está em análise. A reportagem tentou contato com os advogados do acusado, mas ninguém quis se pronunciar sobre o caso.
Relembre o caso
Geraldo Lucchesi Mourão, de 71 anos, foi encontrado morto dentro do próprio carro, na noite de 12 de agosto de 2010, às margens da MG-050. A cronologia do crime, segundo investigações, aponta que, por volta das 19h20, ele foi visto em um posto de combustível e depois passou em um motel, que era o proprietário, e permanecido por pouco tempo, saindo na companhia de um homem de boné, segundo o porteiro.
Por volta das 20h, o carro do empresário foi visto parado, na MG-050, por um militar que passava pelo local. Cerca de duas horas depois, o militar voltou e percebeu que o veículo estava no mesmo lugar, com os faróis ligados e o motor em funcionamento.
O militar acionou a Polícia Militar Rodoviária, que encontrou o empresário já sem vida, com o pé na embreagem e ainda com o cinto de segurança.
Peritos compareceram no local e constataram que Dinho Mourão apresentava três ferimentos à bala, disparados à queima-roupa.  Técnicos afirmaram que os disparos foram feitos por alguém que estava no banco de passageiros, com arma de curto alcance.

 

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