quinta-feira, 25 de Maio de 2017 09:08h Pollyanna Martins

 Delano Santiago convoca governador para esclarecer situação do Hospital Público

O vereador quer que Fernando Pimentel dê um posicionamento definitivo sobre a conclusão das obras

O vereador Delano Santiago (PMDB) convocou o Governador do Estado, Fernando Pimentel (PT), para esclarecer a situação do Hospital Público Regional em Divinópolis, após a declaração do secretário adjunto de saúde, Nalton Moreira, sobre investimentos na obra. Durante a inauguração da Sala Vermelha, do Hospital São João de Deus (HSDJ), o secretário adjunto de saúde disse que, diante da situação financeira do Estado, não justificava abrir novos serviços. “Nós te¬mos, na verdade, é que colocar os que existem para funcionar. Manter em dia os pagamentos dos que existem. Então, não justifica nesse momento a gente abrir o hospital regio¬nal”, disse.

Diante da situação de abandono que se encontra a obra, o presidente da Comissão de Saúde, Meio Ambiente e Ciência convocou o governador a comparecer à Câmara Municipal no dia 6 de junho, logo após a inauguração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), durante a visita de Pimentel à cidade. “Tem apenas um vigia pago pela Prefeitura e o hospital é praticamente um quarteirão inteiro. Esse vigia fica em uma porta, na outra ele não consegue controlar, então estão sendo depredados vidros, parede, além da degradação natural devido ao tempo”, denuncia. O Hospital Público Regional começou a ser construído em 2010, com expectativa para inauguração para 2012. Cinco anos já se passaram da primeira data marcada para a entrega da obra, e tudo está parado com 85% do hospital feito.

De acordo com o Governo do Estado, já foram liberados R$ 63 milhões (percentual executado de 60%) e a previsão de custo final da obra é de R$ 98.917.720,37. Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a previsão de término da obra é para dezembro de 2017. Além de convocar o Governador do Estado, Delano enviou ainda um ofício para o presidente da Câmara Municipal, para que seja feita uma comitiva com os 17 vereadores e outras autoridades para visitar as obras do Hospital Público. “Essa visita tem que ser feita essa semana, no máximo na próxima, antes da vinda do governador, para que a comitiva faça um diagnóstico. Esse diagnóstico vai ser assinado pelos 17 vereadores, para que o governador se reúna conosco e nos explique por que não é mais prioridade o hospital”, reforça.

Conforme Delano, as obras estão totalmente paradas, por falta de repasses do Governo do Estado. Segundo o presidente da comissão de saúde, nesse diagnóstico, será levantado quanto que o Município também investiu na construção do hospital. “Essa comitiva vai buscar o que o Município investiu”, informa. O vereador espera que Fernando Pimentel aceite a convocação e dê explicações para a população divinopolitana, uma vez que a obra corre o risco de virar um “elefante branco”. De acordo com Delano, além dos quase R$ 100 milhões previstos para a construção do hospital, serão necessários mais R$ 100 milhões para equipá-lo, por se tratar de um hospital com capacidade para 200 leitos e possibilidade de expansão para 500. “Vão ser quase mais R$ 100 milhões para inaugurar do primeiro ao quinto andar, porque a aparelhagem é muito cara”, reforça.

PRONTO-SOCORRO

Diante da atual situação econômica do Estado e a da declaração do secretário adjunto de saúde, informando que a opção do Governo do Estado foi de inves¬tir no Hospital São João de Deus, que estava agonizando, “pedindo socorro e nossa ope¬ração foi melhorar, investir e recuperá-lo, para que ele, sim, pudesse atender a toda região”, o edil solicitou que a SES inaugure ao menos o pronto-socorro do hospital, para, além de aumentar o atendimento de urgência e emergência na cidade, evite depredações na obra. “Já vai ter enfermeiro, médico, ambulância circulando por lá e não vão ter depredações no prédio”. Delano ressalta que, com a inauguração do pronto-socorro, os recursos do Governo do Estado também começarão a ser disponibilizados com os atendimentos médicos. “Os repasses do Pró-Hosp virão, os procedimentos do SUS também serão pagos”, avalia.

PRAZOS

O presidente da comissão de saúde acredita que, apesar de a SES ter estabelecido a entrega do hospital para dezembro deste ano, a inauguração mais uma vez não será cumprida. “Nós não vamos conseguir fazer. Vamos ter que inaugurar o que tem, e depois fazer campanhas para pressionar o Governo a terminar a obra”, afirma. O vereador afirmou ainda que no próximo ano, por ser ano eleitoral, a finalização das obras do hospital público pode virar “cabo eleitoral”. “Ano que vem eles inauguram esse hospital, porque são eleições majoritárias. Mesmo que inaugure no ano que vem, está aí um desafio para os deputados federais e estaduais, governadores, senadores nos ajudarem a terminar o hospital, porque vai ser um grande discurso de palanque. Mas o que nós queremos é o hospital aberto e funcionando”, conclui.

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