quinta-feira, 5 de Setembro de 2013 05:29h Daniel Michelini

Depósito irregular de lixo hospitalar é interditado no Centro Industrial

Prefeitura isola lote utilizado como depósito de lixo hospitalar Espaço se encontra no Centro Industrial. Empresa foi multada e ação judicial já foi movida

Resíduos utilizados por farmácias, hospitais e outras unidades de saúde devem ser, depois de usados, destinados a uma área distante da população, devido ao risco de contaminação às pessoas e ao solo que eles possuem. Mas não era isso que estava ocorrendo no bairro Centro Industrial, próximo à região do Icaraí, em Divinópolis.

 


Em vistoria realizada na manhã de ontem, a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, em parceria com a Diretoria de Vigilância em Saúde, interditou um lote vago que era utilizado como destino para o chamado ‘Lixo Hospitalar’. De acordo com informações do órgão, a Prefeitura deu início a um processo judicial contra a empresa Ressol para que os objetos fossem retirados do local.

 


Segundo Willian Araújo, Secretario Municipal de Meio Ambiente, foi uma ação feita pela secretaria de Planejamento Urbano e Meio Ambiente, em parceria com a vigilância, para fazer uma mitigação no local: “A prefeitura já entrou com ações judiciais contra a empresa que depositava esses resíduos no lote vago e pode acarretar em punições mais graves”, declarou Willian.

 


Segundo o secretário, a unidade que contratou a empresa também será notificada: “Parte do processo já foi apresentado ao Ministério Público. Um pedaço do terreno é cercado”.
Dessa maneira, a área foi classificada como um local que oferece perigo à população local: “Isolamos e colocamos placas de interdição no lote vago. Além disso, instalamos uma cobertura e uma pequena drenagem, pois temos a preocupação dos resíduos contaminarem o solo”.

 


As punições para a empresa que depositou os resíduos naquele espaço foram duas multas de R$25 mil cada: “A prefeitura municipal vai cobrar da empresa que eles mesmos façam a retirada dos objetos. Ao invés de darem a destinação correta, eles jogaram num espaço público. Isso é crime ambiental”.

 


Willian revela que a Ressol é uma empresa cuja matriz está localizada em Poços de Caldas. Pelo que há de conhecimento da secretaria de Meio Ambiente, é a primeira vez que há caso de crime ambiental envolvendo essa empresa.
A vigilância em saúde já monitorava aquela região com o intuito de fiscalizar uma possível irregularidade, e acabou descobrindo essa situação: “Prontamente, comunicaram à nossa secretaria. Em conjunto, estamos tomando as ações cabíveis contra esse caso”, confirmou o secretário.

 


A pessoa que quiser denunciar um crime desse tipo deverá ligar, primeiramente, para a vigilância em saúde, uma vez que se trata de uma questão de saúde: “Caso seja visto um crime ambiental, o próprio órgão nos comunicará”, completou.

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