sábado, 25 de Julho de 2015 06:31h Atualizado em 25 de Julho de 2015 às 06:36h. Mariana Gonçalves

Dia da mulher negra será celebrado amanhã em Divinópolis

A Praça Benedito Valadares (Praça do Santuário) recebe amanhã, a partir das 15h, a roda de conversa com a temática “Dia da Mulher Negra Americana e Caribenha”, no contexto divinopolitano

O evento está sendo organizado pela militante Maria Catarina Vale e essa já é segunda roda de conversa para discutir assuntos relacionados às mulheres negras realizada no município. “Convido toda a população, principalmente as pessoas negras, para que venha participar com a gente. Será um momento importante de discussão, em que vamos ouvir a história dessas mulheres, para que a partir daí façamos em Divinópolis uma agenda que de sequência a uma discussão que começou em 1992”, acrescenta.

Segundo Maria Catarina, esse encontro servirá também para preparar as mulheres para a Marcha Nacional das Mulheres Negras, agendada para o dia 22 de novembro. A militante destaca que a mulher negra, na Região Centro-Oeste como um todo, tem ficado bastante esquecida, por isso é necessário que essas mulheres participem mais de ações como essa. “Estou muito entusiasmada, é um trabalho que faço por amor, mas gostaria muito de contar com grande participação das pessoas. Divinópolis está carente dessa demanda de atividades e ações sobre a mulher negra. Temos que levar as nossas problemáticas para as câmaras municipais e a adversas instituições aqui localizadas, sentimos que a mulher negra em Divinópolis está totalmente na invisibilidade”, afirma.

Amanhã, as mulheres que por ventura tenha trabalhos artísticos, sejam eles artesanato ou, por exemplo, queiram declamar uma poesia, poderão usar o momento de encontro para mostrar à sociedade suas habilidades.

ENTENDA

Em 1992, na República Dominicana, aconteceu o I Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas. Com a representação de 70 países, o encontro foi realizado com o objetivo de se debater as problemáticas e lutas específicas das mulheres negras destes países, já que os movimentos de luta feminista da Europa não incluíam as demandas das mulheres negras em seus debates. Como resultado do encontro, estabeleceu-se não somente a criação de uma rede de mulheres da América Latina e do Caribe, como também a definição da data 25 de julho como marco internacional das lutas, resistência e organização destas mulheres.

A data de hoje tem como referência Tereza de Benguela, líder quilombola do século XVIII que chefiou o Quilombo do Piolho ou Quariterê em Cuiabá, Mato Grosso. Sob sua liderança, a comunidade negra e indígena local resistiu à escravidão durante duas décadas.

 

Crédito: Divulgação

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