quinta-feira, 9 de Julho de 2015 11:51h Atualizado em 9 de Julho de 2015 às 11:53h. Mariana Gonçalves

Dia do Palhaço será comemorado com diversas atrações no Centro da cidade

Pela primeira vez, Divinópolis irá sediar uma comemoração em homenagem ao Dia Municipal do Palhaço

As atrações programadas para amanhã, a partir das 12h, no quarteirão fechado da Rua São Paulo, prometem animar e alegrar a tarde da população que por ali irá passar.

Conforme o organizador da ação, o Palhaço Fartura, durante a tarde haverá a distribuição de pipoca e algodão doce. Além disso, haverá uma equipe especial fazendo pinturas de rosto e uma série de brincadeiras com palhaços convidados. “Vamos ter o Palhaço Pimentinha e o Colesterol, que são duas crianças, e o avô deles, que é o Palhaço Borrachinha. Teremos toda uma equipe que vai animar muito essa festa, será uma comemoração muito bonita. Espero toda a população de Divinópolis”, acrescenta.

INTERAÇÃO

Divinópolis tem um grande número de artistas que desenvolvem trabalhos como palhaço. Pensando em identificar e até mesmo promover a união destas pessoas, está para ser criada no município a Associação dos Palhaços. “Com isso, pretendemos saber quantos palhaços existem na cidade, e assim conhecê-los para quem sabe até realizar um trabalho em conjunto. Hoje, temos poucas pessoas que se interessam pela formação de palhaço, principalmente com as novas tecnologias quase ninguém mais quer fazer palhaçada, brincadeiras. Por isso é muito importante valorizar mais os artistas que ainda estão nesse mercado”, diz o Palhaço Fartura.

A alegria e a esperança de um mundo melhor são alguns dos desejos repassados pelos palhaços a seu público. “Nós levamos alegria, independente se estamos tristes ou com algum problema, jamais deixamos isso transparecer, porque o nosso trabalho é fazer os outros sorrirem, é fazer com que as pessoas esqueçam um pouco das coisas ruins do mundo”, encerra o palhaço.

HISTÓRIA MILENAR

A história do palhaço na antiga Grécia existe há mais de 2 mil anos. Os palhaços faziam parte das comédias teatrais. Após a apresentação de tragédias sérias, os palhaços davam sua própria versão do fato, onde os heróis apareciam como idiotas perante o palhaço. Seu alvo preferido era Hércules, mostrando que suas façanhas aconteciam mais pelo acaso do que intencionalmente.

Já no início da Idade Média, com os teatros fechados, artistas perambulavam por toda parte para atuar onde pudessem, para sobreviver, participando de feiras em várias regiões. Na Alemanha e na Escandinávia, os palhaços eram conhecidos como “gleemen”, e na França, “jongleurs” (malabaristas). Os palhaços contavam contos, cantavam baladas, eram músicos, malabaristas, mímicos, acrobatas, equilibristas e toda sorte de artistas.

Em épocas mais festivas, grupos de mímicos e palhaços apresentavam danças e comédias nessas feiras. Nesses grupos, depois dos bailarinos, os personagens mais importantes eram os palhaços, que levavam uma bola atada por um barbante, com o qual iam batendo nos espectadores, a fim de abrir espaço para a atuação dos mímicos e dos próprios palhaços.

O circo moderno parece ter surgido a partir de 1766, criado por um jovem sargento, chamado Philip Astley. A princípio, o circo era formado com atrações equestres, enriquecendo as performances com artistas mambembes e atrações mais divertidas para mesclar com as exibições de equitação. O palhaço mais importante foi “Mr. Merryman”, que atuava a cavalo.

Com o tempo, mais atrações foram sendo incluídas no circo. Surge o palhaço “branco”, ou “clown” – palhaço vestido ricamente com lantejoulas e gorro pontiagudo, cara branca e pouca maquiagem –, o palhaço “augusto”, tonto, desajeitado e extravagante, o palhaço “toni” e o palhaço “excêntrico”, arquétipos de palhaços que iam colaborando para que a gargalhada corresse solta no circo.

 

Crédito: Carina Lelles

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