quinta-feira, 30 de Julho de 2015 10:14h Atualizado em 30 de Julho de 2015 às 10:16h. Pollyanna Martins

Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais é marcado por convocação do Ministério da Saúde

Órgão convocou a população para fazer o teste de hepatite C

O Dia Mundial da Luta contra as Hepatites Virais foi marcado por uma convocação do Ministério da Saúde para a população fazer o teste de hepatite C. O dia foi comemorado nesta terça-feira, e o órgão aproveitou para chamar os brasileiros para se vacinarem contra as hepatites A e B. A hepatite é uma inflamação do fígado. Pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas, e é considerado pelo Ministério um grave problema de saúde pública.
A estimativa é que 1,4 milhão de pessoas tenham a doença no Brasil, mas apenas 120 mil são confirmados e 100 mil estão em tratamento, pois nem todos têm esta recomendação. Todos os anos, surgem aproximadamente 10 mil novos casos e 3 mil mortes associadas à hepatite C no país.  Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil registra 8.040 novos casos de câncer de fígado ao ano. A doença é responsável por 31% a 50% dos transplantes em adultos. O teste pode ser feito nos postos da rede pública de saúde. A recomendação é feita especialmente para pessoas com mais de 40 anos. O Ministério da Saúde considera primordialmente esta faixa etária porque nas décadas de 80 e 90 havia mais uso de drogas injetáveis, transfusões de sangue e hemodiálise com menor controle e sexo desprotegido.
Em Divinópolis, o teste pode ser feito no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que fica Avenida Getúlio Vargas, n° 550, Centro. De acordo com a referência técnica em HIV e hepatites virais, Francisca Vanizia de Macedo Gomes, a pessoa pode ir direto ao Centro com um documento de identidade, onde será dado o aconselhamento e será feito o teste rápido. “Hoje, a pessoa pode vir e receber o aconselhamento individual e realizamos quatros teste rápidos: para HIV, hepatite B e C, e sífilis”, explica.
Sem o teste, a pessoa que tem o vírus só vai sentir sintomas quando a doença estiver em estágio muito avançado. As hepatites são doenças silenciosas que nem sempre apresentam os sintomas predominantes, como cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. De 2013 a 2015 foram registrados aproximadamente 200 casos de hepatite C na região. “Se no teste for diagnosticado que o paciente tem hepatite, ele é encaminhado para o infectologista, que vai realizar outros exames e começar o tratamento”, ressalta.

 

VACINAS
Contra as hepatites A e B existe imunização, a primeira para crianças entre 1 e 2 anos de idade e a segunda, em três doses, para quem tem até 49 anos. As duas vacinas podem ser tomadas durante todo o ano nos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). “São vacinas que já estão mudando a história dessas enfermidades. As próximas gerações muito provavelmente serão livres da hepatite A e da hepatite B. Mas para a hepatite C precisamos convocar todos aqueles com mais de 40 anos, que tiveram procedimentos cirúrgico, que receberam sangue, que fizeram qualquer tipo de procedimento antes de 1993 para que procurem o posto mais próximo para fazer a testagem da hepatite C", orienta o Ministério.

 

NOVOS MEDICAMENTOS
Uma nova terapia que aumenta as chances de cura e diminui o tempo de tratamento aos pacientes com hepatite C estará disponível no SUS até dezembro deste ano. Composto pelos medicamentos Daclatasvir, Simeprevir e Sofosbuvir, o novo tratamento vai beneficiar cerca de 30 mil pessoas nos próximos 12 meses. O anúncio foi feito na última segunda-feira pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, durante solenidade que marca o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites.
As novas medicações vão beneficiar pacientes que não podiam receber os tratamentos ofertados anteriormente, entre eles os portadores de coinfecção com o HIV, cirrose descompensada, pré e pós-transplante e pacientes com má resposta à terapia com Interferon, ou que não se curaram com tratamento anterior. A meta é ampliar a assistência às hepatites virais, minimizando as restrições impostas pelo tratamento anterior. A nova terapia garante ao paciente mais conforto e qualidade.

 

Crédito: Pollyanna Martins

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