sexta-feira, 11 de Março de 2016 10:24h Mariana Gonçalves

Dia Mundial do Rim será comemorado com ações de prevenção em Divinópolis

Amanhã, os divinopolitanos estão convidados a participar da ação de prevenção a doenças renais, promovida pela equipe da Unidade de Nefrologia do Hospital São João de Deus (HSJD)

Amanhã, os divinopolitanos estão convidados a participar da ação de prevenção a doenças renais, promovida pela equipe da Unidade de Nefrologia do Hospital São João de Deus (HSJD).O evento será no 1° piso do shopping Pátio Divinópolis, das 10h às 14h.
As ações terão como tema o assunto proposto pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) nesse ano de 2016- “A prevenção da doença renal começa na infância”. O evento é organizado pela equipe multidisciplinar da unidade de nefrologia, a qual irá oferecer os serviços de aferição de pressão arterial, além de dicas nutricionais e orientações sobre os cuidados necessários com os rins.

 

 


A Doença Renal Crônica (DRC) na infância é relativamente rara, porém, quando ocorre, traz consequências devastadoras para as crianças acometidas e o tratamento dessa condição de alta complexidade é difícil, caro e trabalhoso. Particularmente, nesta idade, a DRC está associada a consequências graves para o crescimento e o desenvolvimento dos pacientes e representa redução significativa na esperança de vida ao nascer. O diagnóstico precoce da DRC é um objetivo mundial como estratégia de prevenção secundária dessa condição, buscando o diagnóstico e o tratamento precoces de crianças com Doença Renal Crônica. Existem evidências científicas de que a progressão da doença renal pode ser retardada, desde que o diagnóstico seja feito a tempo de permitir a adoção de medidas terapêuticas apropriadas. Essa ação, se adotada plenamente em nosso meio, poderia reduzir as consequências da DRC nas crianças, adolescentes e, até mesmo, em adultos.

 

 

 

CHAMADO À SAÚDE

No dia 10 de março, é comemorado o dia mundial do rim. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), aproximadamente 13 milhões de brasileiros sofrem de algum grau de disfunção renal. Só na unidade de nefrologia do Hospital São João de Deus, mais de 900 pacientes são atendidos todos os meses em Divinópolis.
Manter hábitos saudáveis e realizar exames de detecção ajudam a evitar problemas futuros. Os rins têm a função principal de filtrar o sangue. O órgão filtra, retira as impurezas, absorve o que for necessário para o organismo e o que não for é descartado na urina. De acordo com o médico nefrologista do Hospital São João de Deus, Eduardo Mattar, várias doenças podem atingir o rim. “Ele pode ter um mau funcionamento, o que a gente chama de insuficiência renal, e tem uma série de outras doenças, como a pedra nos rins (litíase renal), além disso, o rim pode ter tumores, pode ter doenças císticas, incluindo uma série de outras doenças agravantes”, explica.

 

 

 

DOENÇAS RENAIS

Existem dois tipos de insuficiência renal, a aguda e a insuficiência renal crônica. A insuficiência renal aguda é uma lesão renal, de início, aguda, que leva à perda momentânea do funcionamento dos rins, mas, nesse caso, é reversível. Já a insuficiência renal crônica, causa no paciente a perda do funcionamento do rim por mais de três meses e, geralmente, é irreversível. Mas nem sempre as doenças que atingem os rins vão apresentar sintomas. Na maioria das vezes, os casos de insuficiência renal são assintomáticos. Em casos avançados da doença, o paciente pode apresentar sinais de alteração na pressão arterial, inchaço nos olhos, nas pernas, diminuição da urina e enjoos.

 

 


O nefrologista, Eduardo Mattar, explica que os pacientes com disfunção renal são submetidos à TRS (Terapia Renal Substitutiva), que inclui a hemodiálise, diálise ou transplante. “Quando o paciente chega numa fase de falência renal, colocamos para fazer hemodiálise ou diálise peritoneal. As duas são iguais, têm a mesma eficácia. A hemodiálise é feita aqui no HSJD, o tradicional são três vezes por semana, que tem duração média de quatro horas. A diálise peritoneal pode ser feita em casa. Nesse caso, o paciente liga a máquina antes de dormir, a máquina vai fazer o ciclo durante toda a noite e, durante o dia, a pessoa desliga, podendo levar a vida bem próxima do normal”, revelou.

 

 


A Terapia Renal Substitutiva (TRS) também inclui o transplante de rim. Nesse caso, é necessário que o paciente esteja submetido à terapia dialítica e caso surja um rim saudável, são feitos testes de compatibilidade. “Se o paciente preencher os pré-requisitos, ele é inscrito no MG Transplantes e todas as vezes que aparecer um órgão no Estado de Minas Gerais, serão feitos os testes e será transplantado para aquele paciente com a melhor compatibilidade. Vale ressaltar que não é uma fila de espera. A pessoa não entra no último lugar, ela entra em banco de dados e, se aparecer um rim compatível, é feito o transplante”, contou Eduardo.

 

 

 

PREVENÇÃO É O MELHOR REMÉDIO

No caso de doenças renais, cuidar da alimentação tem papel fundamental na vida de quem tem ou deseja evitar futuros problemas nos rins. Os pacientes com diabetes e hipertensão possuem maior predisposição a doenças renais. Além disso, existem problemas que podem ser genéticos, ou devido a complicações no órgão, a chamada glomerulonefrite. “A gente sabe que o hipertenso não pode consumir grandes quantidades de sal, assim como os diabéticos devem suspender o consumo de carboidratos simples, como o açúcar. Além do mais, os pacientes que são obesos têm predisposição ao diabetes, pressão alta e, consequentemente, doenças renais.

 

 

Já os casos de glomerulonefrite, não possuem relação com a alimentação, mas o paciente que tem doença renal e está hipertenso, precisa fazer uma observação”, pontua o médico, destacando ainda que é importante a ingestão de água. “Beber muita água ajuda a prevenir doenças renais, melhora a pressão, melhora o metabolismo, além de prevenir pedra nos rins. A água, sem dúvidas, é o melhor líquido que a gente tem. Controle a ingestão do sal, sem exageros, é claro. Faça também os exames preventivos, que são a creatinina e o de urina, assim, a gente consegue diagnosticar precocemente todas as doenças renais e iniciar o tratamento no tempo eficaz”, encerra o médico.

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