segunda-feira, 29 de Junho de 2015 09:47h Atualizado em 29 de Junho de 2015 às 09:54h. Mariana Gonçalves

Diversos jovens vão para as ruas discutir assuntos relacionados às drogas

A Marcha contra o Crack, promovida pela União Estudantil de Divinópolis (UED), levou cerca de mil estudantes para as ruas da cidade, na manhã de ontem

Com faixas e cartazes, eles mostraram para a sociedade divinopolitana a necessidade de assuntos relacionados às drogas serem mais discutidos, principalmente dentro do âmbito escolar, devido ser o local onde está concentrado grande números de crianças e jovens.

Para o presidente da UED, João Paulo Barros, a marcha foi apenas o primeiro passo para que seja iniciado na cidade um diálogo amplo do assunto. “Começamos a levantar os pontos sobre as drogas e o álcool – que também está incluso – que precisam ser mais bem discutidos em nossa cidade. Nosso objetivo é que a marcha não seja apenas mais um ato isolado. Queremos ver outras ações, novas discussões, porque a droga é um problema social muito serio é atinge diversas pessoas, mas mais a classe jovem”, afirma.

O positivo envolvimento dos estudantes com essa causa foi destacado por João Paulo. “Os participantes da marcha foram muito receptivos com a gente, inclusive já tivemos a procura de pessoas interessadas em como vai ser daqui para frente. Tivemos aqui conosco também a presença de vários diretores das escolas, representantes da Prefeitura e os coletivos”, explica.

Ainda segundo o presidente da UED, essa semana ocorreu uma reunião com a equipe das unidades estudantis de Psicologia, Pedagogia e com estudantes de outras áreas de formação interligadas ao tema drogas para que seja firmados pontos de debate do assunto.

 

ALARMANTE

A cada ano, cerca de 8 mil pessoas morrem em decorrência do uso de drogas lícitas e ilícitas no Brasil. Um estudo elaborado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que, entre 2012 e 2013, foram contabilizados 40,6 mil óbitos causados por substâncias psicoativas. O álcool aparece na primeira colocação entre as causas, sendo responsável por 85% dessas mortes.

Para elaborar o estudo, a CNM coletou dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, que reúne e consolida os óbitos no território brasileiro conforme os locais da ocorrência e de residência do indivíduo. De acordo com o levantamento, as 40.692 pessoas morreram no Brasil vítimas do uso de substâncias como álcool, fumo e cocaína.

E os dados podem estar subestimados, conforme a própria confederação, devido à complexidade de registros no SIM e pelo fato de não serem contabilizadas mortes causadas indiretamente pelo uso de drogas, como acidentes de trânsito e doenças crônicas. No estudo, foram contabilizadas mortes em decorrência de envenenamento (intoxicação), transtornos mentais e comportamentais. Grande parte das mortes contabilizadas no estudo, 34,5 mil, ocorreram em decorrência do uso de álcool.

 

 

Crédito: Mariana Gonçalves

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