segunda-feira, 16 de Março de 2015 12:13h

Divinópolis com alto risco de epidemia de dengue

Índice de infestação, em dois meses, passou de 3,8% para 5,1%

A Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis, por meio da sua Diretoria de Vigilância em Saúde, concluiu na última sexta-feira (13/03) os trabalhos do segundo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e do Aedes albopictus, mosquitos transmissores da dengue e da febre chikungunya, de 2015. E o resultado, divulgado no início da manhã desta segunda-feira (16/03), é alarmante.
No primeiro LIRAa realizado no mês de janeiro o índice apontado para o Aedes aegypti tinha sido de 3,8% e do Aedes albopictus de 0,2%. No 2º LIRAa os dois índices aumentaram, respectivamente, para 5,1% e 0,5%. No caso da dengue, este índice médio no município coloca a maioria das regiões de Divinópolis em alto risco de epidemia.
Das seis regiões da cidade cinco são classificadas de alto risco e uma de médio risco de infestação. As regiões Nordeste, Central e Norte – que são compostas por bairros populosos como Niterói, Icaraí, Centro, Sidil, Bom Pastor e Santa Clara – apresentaram, respectivamente, índice de infestação de 7,42, 7,22 e 7,09. De acordo com o Ministério da Saúde um índice aceitável é infestação menor que 1%.
O segundo LIRAa do ano revelou, ainda, que a maior parte dos focos de criadouros do mosquito da dengue estão dentro das residências. Isto ocorre em 93% dos casos. Bebedouro de animais, pratos de plantas, latas, pneus, tambores, plásticos e tanques são alguns dos recipientes que foram apontados pelo LIRAa como principais criadouros do mosquito Aedes aegypti.
“A situação de Divinópolis é alarmante. Em dois meses saímos de um estado de atenção para alto risco de epidemia de dengue. É necessário todos, governo e população, redobrar os esforços no combate ao mosquito transmissor da dengue”, alerta a diretoria de vigilância em saúde, Celina Pires.
Pelos números de focos encontrados nas residências e pela natureza e variedades dos recipientes em que o mosquito Aedes aegypti está se desenvolvendo é possível aferir que o relaxamento da população no controle dos focos é o principal fator que pode levar a uma epidemia na cidade.
Neste sentido, as ações de orientações e de informação, que já estão sendo numerosas, inclusive com o suporte dos meios de comunicação de massa, serão intensificadas. Paralelamente os agentes do combate a dengue irão realizar ações preventivas nas regiões em que o índice de infestação foi maior e os fiscais de saúde irão notificar os responsáveis pelos locais onde os focos foram encontrados.
“Se não houver uma adesão ainda maior da população todo o trabalho da Semusa fica comprometido. Dez minutos retirados por semana para averiguar se há existência de focos dentro de casa, nos quintais e jardins já são importantes para combater o mosquito e eliminar o risco de uma nova epidemia”, conclui Celina.

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