sexta-feira, 30 de Outubro de 2015 10:41h Atualizado em 30 de Outubro de 2015 às 10:48h. Jotha Lee

Divinópolis enfrenta falta de vacinas e população recorre a outras cidades

Secretaria de Saúde diz que a responsabilidade é dos laboratórios e do governo

Na segunda-feira passada a dona de casa Simone Alves, 27 anos, residente no bairro Ponte Funda, mãe de um recém-nascido, procurou um posto de saúde para que o bebê recebesse a dose da vacina BCG e foi informada que o medicamento estava em falta. “Disseram-me que não havia a vacina e nem previsão de chegada, então tive que recorrer a uma clínica particular de Belo Horizonte”, contou. Mesma situação viveu o representante Igor Martins Nunes, que teve que se deslocar até a capital para adquirir o produto.
Divinópolis não enfrenta somente a falta da vacina BCG. Outras, como as de prevenção à Hepatite A e Tetra Viral não estão disponíveis. Em nota divulgada ontem, a Secretaria Municipal de Saúde, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, admitiu que há insuficiência de vacinas na cidade e responsabilizou os laboratórios e o governo federal. “A redução de doses da vacina BCG ocorre em Divinópolis e também em todas as outras localidades de Minas Gerais devido a problemas estruturais nos laboratórios produtores contratados pelo Ministério da Saúde. Os laboratórios passam por alterações na tecnologia de produção e operam com apenas 40% da capacidade mensal para produção desta e outras vacinas”, explica a nota oficial.

 

GRAVIDADE
O que torna a situação ainda mais grave é que pacientes que precisam de outras vacinas, também estão ficando desprotegidos. Segundo a Vigilância Epidemiológica, as doses para imunização contra Hepatite A e Tetra Viral enviadas ao município não são suficientes para cobrir a demanda. “Desde a implantação dessas vacinas no calendário vacinal das crianças menores de dois anos de idade, o quantitativo disponibilizado para o município tem sido insuficiente para atender à demanda populacional da cidade. Em outubro, por exemplo, não foram disponibilizadas doses destas vacinas. Esta situação se manterá no próximo mês”, informa a Semusa.
Ainda de acordo com a nota, “em um contexto geral, os estoques de diversas vacinas e soros estão comprometidos em Divinópolis. A expectativa do Ministério da Saúde é de que a situação de produção das vacinas seja normalizada apenas entre março e julho de 2016”.
A recomendação do Ministério da Saúde, até que esta situação se regularize, é que os municípios façam adequações como agendamentos para vacinação e outras metodologias para utilizar a maior quantidade possível das doses disponíveis.
Diante de uma situação que vai se agravando e com várias reclamações da população já registradas pela Semusa, a Vigilância Epidemiológica, por meio do seu Setor de Imunização, está pedindo compreensão. “A gente passa por tanta dificuldade e agora nem mesmo as vacinas para garantir a saúde dos nossos filhos estão disponíveis. Isso é um absurdo”, desabafa a dona de casa Simone Alves. Com o objetivo de pelo menos esclarecer à população os motivos da falta de vacinas, foi disponibilizado ao público pelo setor de Imunização da  Semusa o telefone 3229-6803.

 

Créditos: Arquivo/GO

Leia Também

Imagem principal

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.