terça-feira, 27 de Outubro de 2015 09:29h Atualizado em 27 de Outubro de 2015 às 09:37h. Thais Fernandes

Divinópolis está em estado de alerta quanto à dengue

LIRAa aponta índice de infestação médio do município que o coloca em uma “situação de alerta” ou “médio risco”

Conforme dados do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e do Aedes albopictus (LIRAa), realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Divinópolis (Semusa), por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde, onde foram vistoriados 4.780 imóveis em todas as regiões da cidade, Divinópolis está em estado de alerta para uma possível epidemia no ano que vem (A classificação de “situação de alerta” ou “médio risco” é realizada conforme parâmetros do Ministério da Saúde).
Mesmo com o resultado do índice de infestação médio do munícipio sendo melhor do que o verificado nos dois primeiros LIRAa desse ano, o resultado de 1,8% ainda deixa Divinópolis em alerta para possíveis epidemias.
Celina Pires, diretora de Vigilância em saúde, comentou que o estado de alerta não depende do número de possíveis casos e de casos confirmados. “O número de casos confirmados de dengue não foi alterado quanto ao último levantamento, e o número de possíveis casos aumentou 4 pessoas, ou seja, não há correlação com o índice de infestação médio de Divinópolis, este é medido pelo número de larvas encontradas nas residências. Sendo assim, nós temos um número de 4.789 casas que foram visitadas, onde foram procuradas as larvas do mosquito e em cada 100 casas verificadas, foram localizadas larvas em 1,8 delas” explicou.
A região central da cidade, com 2,93%, e a região nordeste, com 2,86%, foram as com maiores índices de infestação. Já a região norte, com 1,09%, e a região sudoeste, com 0,52%, são as que tiveram os menores índices de infestação.
Os dados do levantamento revelaram também que o local onde mais houve proliferação das larvas foi em depósitos móveis, como vasos e/ou pratos de plantas e bebedouros de animais, que correspondem a 33% dos focos. Seguido de perto pelos depósitos fixos, como sanitários que não estão em uso, calhas, lajes, piscinas abertas, caixas de passagem, ralos e fontes ornamentais que correspondem a 24,5% dos focos. Já os depósitos para consumo doméstico, que são as caixas d’água, tambores e tanques representam 21,3% e lixos diversos (plásticos, garrafas, latas, sucatas e entulhos) correspondem a 19,1% dos focos de desenvolvimento do mosquito da dengue. Este levantamento não detectou focos em pneus.
Conclui-se então que, os locais com maior foco de larvas são dentro das residências. O LIRAa apontou que, 91,76% dos focos onde o mosquito Aedes aegypti  se desenvolveu foi dentro das residências e 8,24% dentro de lotes vagos.
A Semusa informou, em nota, que os dados revelados pelo Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti e do Aedes albopictus (LIRAa) de outubro possibilitará intensificar as ações nos locais com maior presença do vetor. E, por meio de ações educativas e de orientação, além do trabalho de campo dos agentes e na adoção de ações estratégicas, visa eliminar os focos onde o mosquito pode se desenvolver.
“Para que o município não passe por uma grande epidemia no próximo ano, é preciso que todos os cidadãos façam a sua parte no controle do mosquito”, Celina enfatizou.

 

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