quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2016 08:49h Jotha Lee

Divinópolis fecha janeiro com mais de 240 casos suspeitos de dengue e uma morte

Em todo o Estado foram registrados mais de 37 mil casos no primeiro mês do ano

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou ontem o primeiro Boletim Epidemiológico de Monitoramento dos casos de Dengue, Chikungunya e Zika Vírus em Minas Gerais e os dados são preocupantes. Em todo o Estado, foram registrados 37.734 casos prováveis de dengue, contra apenas 5.045 no mesmo período do ano passado, aumento de 647,9%. Duas mortes já foram confirmadas, sendo uma em Belo Horizonte e outra em Patrocínio. Em Divinópolis, uma morte está sendo investigada. De acordo com nota distribuída ontem pela Diretoria de Comunicação da Prefeitura, o óbito será confirmado como causado pela dengue.

 


Em relação à Febre Chikungunya, 160 casos foram notificados nesse ano em Minas, sendo que 46 já foram descartados e 114 seguem em investigação. Ainda não existem casos autóctones (com transmissão dentro do estado) confirmados da doença em Minas Gerais. Em relação ao Zika Vírus, todos os 50 casos notificados em 2016 no Estado seguem sob investigação. Segundo a SES, em relação aos casos de Microcefalia, foram notificados 85 casos no Estado e dois já foram confirmados, enquanto 46 foram descartados e 451 estão em investigação.

 

 


DIVINÓPOLIS
Em Divinópolis, as autoridades em saúde pública admitem que a situação é preocupante. Ontem a Diretoria de Vigilância em Saúde divulgou novo boletim sobre a proliferação da dengue na cidade e confirmou que em janeiro foram notificados 244 casos suspeitos, contra apenas 16 no mesmo período do ano passado. Trinta casos registrados esse ano já foram confirmados. Ainda segundo o boletim, uma morte foi registrada em janeiro e, apesar de ainda estar sob investigação, é praticamente certa a confirmação de que o óbito foi motivado pela dengue.

 


Na tentativa de evitar a expansão da doença desde o início do mês de janeiro, os agentes de combate à dengue estão trabalhando reforçados por 100 agentes comunitários de saúde que atuam em todas as regiões da cidade nas unidades de saúde e de forma especial na Estratégia Saúde da Família. A meta da Secretaria Municipal de Saúde é que essa força-tarefa consiga vistoria os 113 mil imóveis existentes na cidade até o fim de fevereiro. Eles estão identificando possíveis focos onde o mosquito transmissor da dengue e possa se desenvolver e realizando sua remoção.

 


De acordo com a nota divulgada ontem pela Diretoria de Vigilância em Saúde, informou que desde o ano passado há uma preocupação permanente controlar a doença. Em 2015, 10.827 supervisões, 806 reservatórios de água residenciais cobertos com tela, alem de mutirões de limpeza que recolheram 2.286 toneladas de lixo. De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Celina Pires, as atividades realizadas estão contribuindo para o número de casos não aumentar. “O resultado que tivemos em 2015 mostra que as ações foram muito importantes para o controle de novos casos de dengue, mas não nos encontramos em uma situação cômoda. O controle do mosquito, nem de longe, é responsabilidade exclusiva da área da saúde. É preciso que todos se envolvam e busquem envolver para que não surjam mais casos e cada vez mais graves”, alertou.

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