quarta-feira, 26 de Outubro de 2011 14:34h Flaviane Oliveira

Divinópolis passa a oferecer “teste da orelhinha” pelo SUS

Após quatro anos da instituição do Programa Estadual de Triagem Auditiva Neonatal, Divinópolis assinou a adesão do município ao programa. Com isso as crianças nascidas em hospitais da rede pública na cidade devem realizar o teste no prazo de até 30 dias de vida. Inicialmente esse exame não era realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


A partir do dia 1º de novembro, o Hospital São João de Deus está credenciado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para ter o Serviço de Referência de Triagem Auditiva Neonatal, atendendo as normas da Resolução 1321/2007.


De acordo com diretora de atenção à média e alta complexidade, Simone Thompson Brasil Pimenta, a realização da triagem auditiva neonatal (TAN) de rotina é a única estratégia capaz de detectar precocemente alterações auditivas que poderão interferir na qualidade de vida do bebê. A diretora ressalta ainda que o processo de detecção de alterações auditivas deve começar com a triagem auditiva neonatal, acompanhada do diagnóstico e tratamentos o quanto antes. Os primeiros seis meses de vida são decisivos para o desenvolvimento futuro da criança deficiente auditiva. O tratamento da perda auditiva, antes dos seis meses de idade, possibilita à criança desenvolver a linguagem normalmente.


Com a assinatura da adesão, deverão ser realizados 240 testes por mês, considerando-se o número de nascimentos pelo SUS/mês e o percentual de crianças que devem ser submetidas ao re-teste.

 

 

TESTE


Simone avalia que o teste deve ser realizado após as primeiras 24h do nascimento do bebê e até 30 dias de vida, “É um exame simples, não invasivo, indolor e não requer sedação ou anestesia. É realizado pelo fonoaudiólogo ou otorrinolaringologista durante o sono natural do bebê e tem duração curta, cerca de 15 minutos. Uma pequena sonda é introduzida no ouvido do bebê e um estímulo é emitido, para avaliar a função de uma determinada parte da cóclea” explica.


O teste deverá ser realizado antes da alta hospitalar, no entanto, para àqueles que tiverem alta sem realizar o exame, será agendado o dia em que a mãe deverá retornar com o bebê para realizá-lo no ambulatório do Hospital São João de Deus e a solicitação do exame é feita pelo pediatra na maternidade.

 

BENEFÍCIOS


Simone Thompson destaca que a triagem não é capaz de determinar a existência de um problema auditivo, mas é fundamental, já que indica se o bebê precisa ou não realizar exames complementares, “Embora o diagnóstico precoce não determine a cura, ele possibilita intervenções clínicas que impedirão outros transtornos provenientes da surdez, como a dificuldade da fala. Se a criança não consegue ouvir nos dois primeiros anos, terá sérias dificuldades em se comunicar” avalia.


Caso o resultado do teste não seja satisfatório, outro exame precisa ser feito em um prazo de 15 dias. Se continuar insatisfatório ao re-teste, o bebê será encaminhado à equipe de Saúde Auditiva da Policlínica, que conta hoje com dois otorrinos e duas fonoaudiólogas, para avaliação, realização de outros exames complementares e acompanhamento. 

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