quinta-feira, 11 de Agosto de 2016 15:52h Pollyanna Martins

Divinópolis tem uma morte por H1N1 este ano

De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), 24 casos e 13 óbitos foram registrados na macrorregião de Divinópolis neste ano

POR POLLYANNA MARTINS

pollyanna.martins@gazetaoeste.com.br

 

Divinópolis registrou uma morte por H1N1 neste ano. O dado foi divulgado no último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que apontou também 13 mortes por Influenza A na macrorregião de Divinópolis. O município com o maior número de mortes por H1N1 foi Campo Belo, com cinco óbitos. Bom Despacho, Formiga, Itapecerica, Itaúna e Lagoa da Prata registraram uma morte cada, e em Pará de Minas foram dois óbitos. Conforme a SES, a gripe ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do país. Algumas pessoas, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade, possuem um risco maior de desenvolver complicações.

Ainda segundo o balanço, foram notificados 3.980 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em todo estado, sendo que dos 1.995 casos com amostras processadas, 416 foram classificados como SRAG por Influenza e 261 eram Influenza A H1N1, e 143 evoluíram para óbito e 94 foram por Influenza A (H1N1). Conforme o boletim, o maior número de óbitos de SRAG por Influenza foi em adultos menores de 60 anos (43), seguidos por pessoas com outros fatores de risco (35) e doença cardiovascular crônica (29). De acordo com a SES, na sua grande maioria, os casos de gripe são leves e se resolvem espontaneamente sem sequelas ou complicações. Entretanto, nos grupos mais vulneráveis, o caso pode se complicar e gerar outras doenças graves.

A Influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, que pode levar ao agravamento e ao óbito, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais). No boletim, a SES ressaltou que os tipos A e B sofrem frequentes mutações e são responsáveis pelas epidemias sazonais, também por doenças respiratórias com duração de quatro a seis semanas e que, frequentemente, são associadas com o aumento das taxas de hospitalização e morte por pneumonia. “Muita gente não sabe, mas a gripe pode ser causada pelos vírus Influenza A, B e C. Os vírus A e B apresentam maior importância clínica”, explica. A Secretaria informou ainda que realiza um estudo epidemiológico da frequência de casos e óbitos, segundo a identificação do vírus Influenza no estado. Segundo a SES, os vírus Influenza são os mais frequentemente identificados nos casos de Síndrome Gripal e também nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, mas a infecção pela doença pode causar sintomas que se confundem com os encontrados em diversas outras infecções virais e bacterianas.

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